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sexta-feira, 31 de julho de 2020

Criada mais uma RPPN para proteger a Mata Atlântica em Itaiópolis SC


Publicada no Diário Oficial da União a Portaria de criação de mais uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) para proteger a Mata Atlântica em Itaiópolis (SC), RPPN Taipa Rio do Couro II. A criação foi através da Portaria Nº 641 do Governo Federal, Ministério do Meio Ambiente - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A área transformada em RPPN é de 99 hectares, sendo a maior parte de mata primária (nunca foi desmatada) e integra outras RPPNs criadas no mesmo local pelos proprietários Germano Woehl Jr e Elza Nishimura Woehl totalizando mais de 1000 hectares, que protegem uma riquissima biodiversidade de plantas e animais, muitos ameaçados de extinção.

O processo de criação da RPPN contou com apoio financeiro da Fundação SOS Mata Atlântica. #sosma










sábado, 9 de março de 2013

Raio atinge plantação de arroz e abre uma cratera

Cratera aberta por um raio que a atingiu esta plantação de arroz em frente da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC)

Um raio atingiu a plantação de arroz em frente da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC), e abriu esta cratera da foto. Foi por volta das 16 h do dia 21/12/2012. Nosso vizinho, agricultor, Osni Otto, presenciou o raio incidir em sua plantação e conseguiu localizar a cratera. No dia seguinte, ele me levou até o local e eu tirei estas fotos

Detalhe da cratera aberta por um raio que a atingiu esta plantação de arroz em frente da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC)
Este raio escolheu o ponto mais baixo, o que confirma um fato já conhecido que nem sempre o raio incide no ponto mais alto. Uma casa do entorno teve lâmpadas e alguns eletrodomésticos queimados e pode ter sido atingida por uma pequena descarga secundária (ramificação) do raio principal que abriu esta enorme cratera.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Mata Atlântica está desaparecendo diante de nossos olhos

Cachoeira com 80 metros no rio Lageado, afluente do rio Itajaí, Localidade de Bley Pombas, Santa Terezinha (SC). Para acessá-la em 19/01/1991 tivemos que atravessar uma mata preservada tão extensa que levou quase um dia inteiro de caminhada.

Já me acostumei com a decepção de voltar a algum lugar de natureza exuberante que conheci na infância e encontrar tudo devastado. A riquíssima diversidade de formas de vida da Mata Atlântica, de centenas de espécies de árvores, com algazarras de aves das mais variadas espécies, tudo silenciado e substituído pela monotonia de um reflorestamento de pinus ou eucalipto.

As raras vezes que sou surpreendido ao retornar e ainda encontrar uma mata preservada tal como conheci quando era criança, eu passo a me empenhar para protegê-la, porque já sei o destino trágico daquele pedaço do paraíso da floresta tropical repleta de formas de vida. Foi desta forma que minha esposa e eu salvamos os atuais 856 hectares de Mata Atlântica, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), com a criação de várias RPPNs no mesmo local.

Durante meu período de férias, no dia 19/01/1991, eu levei a Elza para uma aventura de chegar até uma cachoeira de 80 metros no rio Lageado, na localidade de Bley Pombas, em Santa Terezinha (SC). Eu conhecia desde criança a extensa mata preservada onde ficava esta cachoeira que era emblemática para mim porque poucos haviam conseguido chegar até ela.

Eu não era mais criança e havia chegado minha vez de apreciar a beleza desta cachoeira e ficar encantado com ela. A Elza topou na hora o desafio, porque não fazia idéia da dificuldade para chegar até lá. Ao chegarmos a localidade, fiquei muito assustado ao ver o tamanho da devastação ocorrida em Santa Terezinha, mas me animei um pouco ao ver que o extenso fragmento de mata preservada, a partir da estrada até o rio Itajaí, onde se situava a cachoeira, por sorte, havia sido poupado.

Após caminharmos por dentro da mata durante várias horas, usando os cursos dos rios como orientação, finalmente chegamos à cachoeira. Os momentos que passamos lá compensaram o esforço. Nós acampamos duas noites no paraíso, onde passamos momentos mágicos, apreciando e contemplando toda aquela exuberância de biodiversidade da floresta tropical.

Naquela época, eu estava completamente iludido e por ingenuidade acreditava que o código florestal e as leis proibindo o desmatamento da Mata Atlântica eram as armas poderosas que garantiram a proteção daquele paraíso. Qualquer tentativa do proprietário em destruir esta área as autoridades vão autuá-lo – pensei. Era uma das últimas matas preservadas na região. Ninguém se atreveria de desafiar as leis e, além disso, estávamos às vésperas da Rio-92, com o Brasil empenhado cada vez mais em fazer bonito perante a comunidade internacional.

Nesta semana, estava selecionando algumas imagens da flora da Mata Atlântica e deparei com algumas fotos que tirei do entorno da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, no dia 06/02/2005, registradas com uma filmadora digital, que já tinha o recurso de tirar fotos, mas de baixa resolução. As imagens são do vale do rio Lageado, que desemboca no rio Itajaí, em frente da RPPN. Foram tiradas assim que compramos a primeira área, com 31 hectares, a partir do ponto mais alta da RPPN, que hoje tem 856 hectares. Nessa época eu não estava muito familiarizado com a geografia do lugar.





As duas imagens monstram a situação em 06/02/2005. A mata preservada que em 1991 levamos quase um dia todo para atravessar e acessar a cachoeira deu lugar a uma extensa plantação de pinus.

Fiquei chocado ao identificar nestas imagens a cachoeira e toda a mata do entorno que levamos horas para percorrer em 1991 ter sido substituída por pinus. Reparem que plantaram pinus até em cima da cachoeira. São imagens de 7 anos atrás e certamente a devastação foi ampliada. Lamento profundamente de ter me descuidado e não ter conseguido salvar aquela área. Na verdade, não foi um descuido e tampouco falta de empenho, porque a devastação é intensa por todos os lugares e eu estava enfrentando batalhas duras e extenuantes para salvar a Mata Atlântica em outras regiões, inclusive ali perto. Eu achava que iria dar tempo de chegar até lá com força total mas, infelizmente, não deu.

Mesmo assim, por mais desculpas que se consiga arranjar, não me sinto confortado. Estou muito aborrecido e desapontado comigo mesmo por não ter conseguido convencer mais pessoas da urgência e gravidade da situação. Começamos a nos preocupar mais seriamente em salvar a Mata Atlãntica só em 1997, início do nosso projeto de Educação Ambiental. A criação da ONG, Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, só ocorreu em 2003.

A biodiversidade que existia nesta área se foi para sempre. Eu cheguei a colocar os pés nesta mata já com a plena consciência de que era extremamente importante salvá-la para as gerações futuras. O mais desesperador de tudo é que esta não foi a última área a ser destruída. Qualquer fragmento de Mata Atlântica está com os dias contados e a destruição ocorre diante de nossos olhos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Plantio de uma árvore coloca em perigo a Mata Atlântica

O difícil trabalho para erradicação da árvore exótica e invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis), também conhecida como uva-do-japão, que está aniquilando a Mata Atlântica na RPPN Refúgio do Macuco, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Mais de 500 árvores adultas e milhares de mudas oriundas de uma muda de árvore plantada por um morador há 40 anos. Clique na imagem para ampliar.

A maioria das pessoas já deve ter ouvido que as plantas e animais invasores (exóticos, isto é, trazidos de outros lugares) são a segunda causa de perda de biodiversidade, só perdendo para o desmatamento.

Eu já li bastante sobre o assunto, assisti vários documentários sobre a terrível situação de plantas invasoras em áreas protegidas de ecossistemas pelo mundo afora e achava que este era um problema distante do Brasil, que não nos atingia. Pensava isso até conhecer o poder de invasão e de destruição da Mata Atlântica de duas plantas invasoras: da árvore pé-de-galinha ou uva-do-japão (Hovenia dulcis) e do lírio-do-brejo (Hedychium coronarium)

A árvore exótica invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis) é nativa do Japão, leste da China, Coréia até a cordilheira do Himalaia (em altitudes abaixo de 2000 m). Cresce em áreas abertas de solos úmidos arenosos ou argilosos. A árvore foi introduzida como uma árvore ornamental no Brasil e em Santa Catarina para produção de lenha nas propriedades rurais, mas não foi aprovada pelos agricultores.

Os frutos do pé-de-galinha (Hovenia dulcis) são muito saborosos e apreciados por toda a fauna de aves e mamíferos, que se banqueteiam ao redor da árvore na época em que os frutos amadurecem. Quando eu era criança também gostava de comer “pé-de-galinha”, denominação que usamos em Santa Catarina, mas não tinha como saber naquela época que se tratava dos frutos de uma árvore tão perigosa para a Mata Atlântica.

Frutos da árvore exótica e invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis), também conhecida como uva-do-japão.

Por ser muito doce, parece que os animais silvestres (aves e mamíferos) preferem esses frutos importados aos nativos. Na RPPN há uma oferta de uma grande diversidade de frutos das árvores da Mata Atlântica que chegam a forrar o chão e apodrecer na mesma época, mas os habitantes da floresta preferem consumir a importada, os frutos do pé-de-galinha, mesmo correndo o risco de serem abatidas a tiros ou caírem em armadilhas quando freqüentam as propriedades do entorno.

Frutos em desenvolvimento da árvore exótica e invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis)

Esta concorrência, muito desleal, é um problema que desencadeia outro, com graves consequências futuras. A fauna dissemina milhares de sementes para o meio da mata nativa preservada e ao longo dos anos as árvores nativas vão perdendo espaço ao serem substituídas pelo pé-de-galinha (Hovenia dulcis), que pode fornecer frutos para alimentar a fauna somente durante duas ou três semanas - ao contrário da diversidade de árvores da Mata Atlântica que fornece frutos o ano todo.

Já o arbusto lírio-do-brejo (Hedychium coronarium), originário da região da Ásia tropical, foi trazida para o Brasil como planta ornamental especialmente por causa do perfume muito agradável exalado de suas flores brancas. Como o nome diz, esta planta se desenvolve bem em áreas úmidas. Necessita também de muita luz, ou seja, só desenvolve em áreas abertas.

Lírio-do-brejo (Hedychium coronarium), planta invasora que está substituindo a vegetação nativa das ilhas e margens do rio do Couro (afluente do rio Itajaí), na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Clique sobre a imagem para ampliar

Na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), o lírio-do-brejo (Hedychium coronarium) está colonizando todas as margens e ilhas do rio Itajaí e de seu afluente, rio do Couro. Estimamos que o custo para remoção (mecânica, de arrancar com as mãos) desta planta invasora seja na ordem de milhões de Reais, porque teria que exterminá-las em toda a bacia hidrográfica, não apenas dentro da RPPN porque as mudas e sementes se propagam facilmente nas enxurradas.

Obviamente que não dispomos recursos para bancarmos sozinhos a solução deste problema do lírio-do-brejo (Hedychium coronarium). Então, decidimos atacar o problema das plantas invasoras na RPPN começando pelas espécies que eu imaginava mais fáceis de serem removidas, como a árvore pé-de-galinha (Hovenia dulcis).

O grande estímulo para esta preocupação com as plantas invasoras veio do Programa Desmatamento Evitado (PDE) da SPVS , de Curitiba, que ampliou minha visão sobre o perigo das plantas invasoras. Eu subestimava este problema na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), adotada pelo PDE/SPVS com recursos do Banco HSBC, da campanha publicitária do seguro de automóveis, Seguros Verde Auto. Há dois anos começamos a aplicar estes recursos do PDE/SPVS para combater esta espécie invasora.

Em uma pequena área da RPPN Refúgio do Macuco já foram abatidas mais de 500 árvores adultas de pé-de-galinha (Hovenia dulcis), que deixaram milhares de mudas, muitas delas plantadas pela fauna bem distante do local, na parte de mata primária. Estimamos que leve mais de 50 anos para erradicação desta invasora, deste que tenhamos os recursos financeiros e que os vizinhos também eliminem esta espécie de suas propriedades.

Contaminação biológica: muda da árvore exótica e invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis) plantada por animais (jacú, provavelmente) no meio da mata nativa.

O que estamos observando na RPPN Refúgio do Macuco serve de alerta. Mostra de forma bem evidente que o pé-de-galinha (Hovenia dulcis) é uma espécie de árvore invasora muito perigosa, com um poder devastador de aniquilar a Mata Atlântica e toda sua rica biodiversidade de plantas e animais em poucas décadas. A árvore começa a colonizar a mata ciliar, onde incide mais luz, e vai se expandindo para dentro da mata, substituindo gradualmente as espécies nativas. Moradores do entorno contam que o antigo proprietário da área confrontante apareceu com a novidade por lá há 40 anos plantando uma única muda desta árvore.

Quem não gostou nem um pouco das nossas ações para erradicação - ou controle – da árvore invasora pé-de-galinha (Hovenia dulcis) foram os caçadores. Reclamaram – e muito – porque acabamos com o local de ceva de mamíferos, como o tateto (porco-do-mato), paca e quati. De fato, no local nós encontramos vestígios de instalação de armadilhas nas dezenas de trilhas dos animais silvestres. Era o melhor ponto que eles tinham para caçar.

Prefeitura de Santa Cruz do Sul (RS) proíbe o plantio e determina erradicação de uva-do-japão no município.


Publicação: 12/11/2008
Fonte: Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Sul
 
Uma resolução aprovada na última segunda-feira, dia 10, pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) proíbe o plantio, a produção e a comercialização de mudas da espécie exótica Uva do Japão em Santa Cruz do Sul. Por ser uma espécie com grande capacidade de germinação e proliferação ela é bastante agressiva tornando-se dominante no meio onde vive e eliminando as espécies nativas ali existentes.
 
Segundo o presidente do Conselho e também titular da Secretaria Municipal de Saneamento e Meio Ambiente, Clero Ghisleni, nos últimos anos houve um avanço na incidência da espécie junto ao Cinturão Verde, considerada área protegida, trazendo graves conseqüências para a fauna local. Com a aprovação da medida uma série de ações visando a substituição da espécie serão implementadas pelos órgãos responsáveis.
 
Nas escolas da rede pública, por meio de projetos de educação ambiental, devem ser proferidas palestras com o intuito de levar informações aos pais, alunos e professores sobre os riscos que a disseminação dessa espécie pode provocar ao meio ambiente. “Vamos buscar conscientizar e orientar a população para o plantio de outras espécies mais benéficas. A Uva do Japão se desenvolve rápido, tem boa capacidade de produção, mas termina com as nossas espécies nativas”, explica Ghisleni
 
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informa que nas áreas rurais onde a espécie é usada para consumo, a substituição da floresta poderá ser feita por outra espécie exótica. No caso dá como sugestão o Eucalipto. Ghisleni lembra que a Uva do Japão é muito usada nas propriedades do interior como fonte de energia para a cura do fumo. “Nesses casos a substituição será gradativa para não inviabilizar a atividade econômica do produtor”, diz ele.
 
Nos casos de terrenos situados em áreas urbanas o corte poderá ser efetuado sem a necessidade de licenciamento e deverá ser efetuado no prazo de até 30 dias após a notificação da prefeitura. Nas áreas de preservação ambiental o procedimento somente poderá ser feito com licenciamento e a substituição do exemplar será por uma espécie nativa. Já nas áreas públicas a supressão da espécie ficará a cargo da Secretaria Municipal de Saneamento e Meio Ambiente.
 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Araucárias Gigantes será oficialmente transformada em reserva

Imagem de uma parte da mata preservada da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), mostrando a imponência das gigantescas araucárias. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

A RPPN das Araucárias Gigantes foi protocolada no início de janeiro e na semana passada já teve a vistoria da equipe de funcionários do ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente responsável pelas unidades de conservação da natureza. Isto significa que nas próximas semanas já teremos a boa noticia de sua criação.

A imagem acima mostra alguns exemplares das araucárias gigantes que ocorrem na RPPN. Observe a imponência desta magnífica árvore, como ela se destaca na floresta ao atingir uma altura de até 50 metros.
Detalhe de uma das araucárias gigantes, com mais de 50 metros de altura e 4,10 metros de circunferência, que ocorrem na RPPN das Araucárias Gigantes. Este exemplar deve ter mais de 500 anos. Clique sobre a imagem para ampliar
A araucária apresenta também uma grande longevidade. Na literatura* está registrado, pela contagem dos anéis de crescimento, araucárias com até 386 anos de idade. Certa vez, eu vi uma tora gigantesca de uma araucária no pátio de uma serraria em Itaiópolis e, com muita paciência, sob um sol de rachar, contei os anéis. Lembro-me que eram mais de 300.

Repare na imagem uma araucária morta que permaneceu em pé. Muitos acham que não há nenhum problema em “aproveitar” as árvores que morrem, como esta araucária. Engana-se terrivelmente quem pensa assim. Estas árvores que morrem são a fonte de vida de uma floresta, são cruciais e tão importantes para a perpetuação da biodiversidade quanto às árvores vivas. A vida começa nestas árvores que morrem.

Quando uma árvore morre e começa a apodrecer permanecendo em pé ou caindo, milhares de insetos depositam seus ovos nesse tronco em decaimento. As larvas que se desenvolvem tornam-se uma fonte preciosa de alimento para os pica-paus e várias outras espécies de aves e mamíferos.

Muitas espécies de aves usam estes troncos em processo de apodrecimento para construir cavidades para seus ninhos ou abrigos. Confira na imagem abaixo como fica o tronco de uma araucária morta.Araucária que morreu naturalmente na RPPN das Araucárias Gigantes: A vida começa nesta araucária que morre. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

E quando o tronco se decompõe totalmente serve de adubo para as árvores que estão vivas. Ou seja, estas árvores que morrem são cruciais para manter o ciclo de vida de uma floresta.

A ganância de extrair da floresta a madeira das árvores que morrem naturalmente provoca também muita destruição. São abatidas dezenas de outras árvores e feita abertura de estradas, ou seja, são abertas grandes feridas na floresta.
Canela-preta (Ocotea catharinensis) espécie ameaçada de extinção que ocorre na RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC). Para atingir este porte leva mais de 300 anos. Clique sobre a imagem para ampliar


*Sanquetta, C. R.; Tetto, A. F.; Fernandes, L. A. V., Corte, A. P. D.; Souza, R. K. 2007. Pinheiro do Paraná: Lendas e Realidades. 2ª.Edição. Curitiba: Optagraf Editora e Gráfica.120p.

Nome científico da ARAUCÁRIA que é conhecida também como PINHEIRO-DO-PARANÁ: Araucaria angustifolia