O processo de criação da RPPN contou com apoio financeiro da Fundação SOS Mata Atlântica. #sosma
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sexta-feira, 31 de julho de 2020
Criada mais uma RPPN para proteger a Mata Atlântica em Itaiópolis SC
O processo de criação da RPPN contou com apoio financeiro da Fundação SOS Mata Atlântica. #sosma
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terça-feira, 12 de novembro de 2013
Projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio na RIC TV Record SC - Programa Caminhos da Natureza
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| Estudante da E.E.B. Euclides da Cunha, de Jaraguá do Sul (SC), em atividades interativas do projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, no dia 26/10/2009 |
A RIC TV Record – Santa Catarina apresentou no domingo do dia 24/11/2013, o programa Caminhos da Natureza com o projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da
Biodiversidade que proporciona aos estudantes (crianças e adolescentes) o
contato com a natureza através de atividades interativas nas trilhas do Centro
Interpretativo da Mata Atlântica.
Clique aqui para assistir ao vídeo do Programa Caminhos da Natureza com a matéria.
Clique aqui para assistir ao vídeo do Programa Caminhos da Natureza com a matéria.
A falta de contato com a
natureza gera transtornos de comportamento nas crianças
A
importância do nosso projeto de Educação Ambiental nas escolas com atividades
ao ar livre em trilhas interpretativas
Instituto
Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do
Sul – SC
Acompanhe
nosso trabalho de Educação Ambiental nas escolas públicas para salvar a MATA
ATLÂNTICA no FACEBOOK
http://www.facebook.com/pages/Ra-bugio-Salve-a-Natureza/139773049407363
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domingo, 16 de setembro de 2012
Entrega do Prêmio Luc Hoffmann da IUCN na ilha de Jeju, Coréia do Sul

Germano Woehl Junior recebendo o Prêmio "Luc Hoffmann" do executivo suíço, André Hoffmann, filho de Luc Hoffmann, que estava representando o pai. Foto da IUCN
No dia 11 de setembro de 2012 fomos homenageados com o Prêmio Luc Hoffmann da IUCN, durante a realização do Congresso Mundial para a Conservação da Natureza, realizado na ilha província de Jeju, Coréia do Sul.
O prêmio é o reconhecimento do nosso esforço para salvar a Mata Atlântica, com a criação de RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) em Itaiópolis (SC), que atualmente já protegem uma área de 860 hectares, boa parte preservadíssima, que abriga árvores centenárias e animais ameaçados de extinção e também nosso projeto de educação ambiental que já atendeu em trilhas interpretativas mais de 50 mil estudantes e 2.400 professores.
Eu, Germano Woehl Junior, recebi o prêmio do executivo suíço André Hoffmann, filho de Luc Hoffmann, que estava representando o pai. Confiram as imagens da cerimônia e o discurso que proferi (em inglês).
Speech at the Luc Hoffmann Award Ceremony during the World Conservation Congress, September 11, 2012, on the island of Jeju, South Korea
Discurso na cerimônia de entrega do prêmio Luc Hoffmann, 11/09/2012. Foto da IUCN
I am witness to one of the most horrific and tragic events in human history: I belong to the generation of human beings that caused the greatest destruction of tropical forests on record. I was born and lived until now in the Atlantic Rain Forest, one of the richest ecosystems in biodiversity in the world that is undergoing a rapid process of extinction. The most distressing thing was that I did not see this happen by comparing satellite images. I was there, watching it all happen and having the notion that it was wrong. In a few years I saw the forest that leaned in the backyard of my house disappears on the horizon very fast to be replaced by crops and pasture for livestock. I saw rare and shy animals suddenly appear in urban areas and easily killed with sticks and stones. Since I was a child I have known the reason why those animals sought shelter in places where certainly met their demise. With the loss of habitat they were disoriented starving and wandering in a strange world.

Desmatamento da Mata Atlântica uma grande área no entorno das áreas que lutamos para salvar, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). A mata foi derrubada até em cima de uma caverna e nas margens do rio que forma uma cachoeira.
The pressure to destroy the Atlantic Rain Forest is very strong. The last remnants are wiped out. The largest Brazilian cities are in this ecosystem. Seventy percent of the population lives in this ecosystem. Nearly half the area destroyed in the last twenty-five years, about 18,000 km2, occurred in the states of Parana and Santa Catarina, where I was born and raised. Deforestation is stronger in this region because it is one that has the largest area of Atlantic Rain Forest in Brazil.

Pressão total: Destruição da Mata Atlântica no entorno das áreas que lutamos para salvar, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC)
In this scenario of devastation, I decided to do something to stop the destruction. Trying to save something for future generations. The dedication and effort of my wife, Elza Nishimura Woehl, has been crucial in this tough battle. Fourteen years ago we started an environmental education program in schools for students know the biodiversity and ecosystems of the place where they live with, thus stimulating their interest in nature conservation. We provided environmental awareness to more than 50,000 students and over 2400 teachers through Interpretive trails. We fight against deforestation and trafficking of wild animals that resulted in at least 400 infractors being fined and prosecuted for environmental crimes.
Projeto de Educação Ambiental com as escolas: Crianças tendo contato com a natureza e aprendendo sobre a biodiversidade da Mata Atlântica nas trilhas interpretativas
We pay a high price for daring to halt the destruction of Rainforest. It is too dangerous to protect the nature in Brazil. We only discovered this later. To give you an idea of what I'm talking about I’m going to tell the story of when I found out that. The first area of Atlantic Rain Forest we purchased, a small plot of land with two hectares, has been used for environmental education activities with schools through Interpretive trails in the forest and around dozens of ponds used by amphibians for breeding. To facilitate access to dozens of school buses, we put sign in a highway indicating the way to the Reserve. This road sign was placed in the only available space, next to another sign indicating a house of prostitution that is located near the Reserve. In Brazil, it is illegal to operate a house of prostitution as well as to destroy the Atlantic Rain Forest. Brazilian society abhors houses of prostitution because in that places are common practices of crimes, such as murders, child prostitution, trafficking, drug use etc. For this reason a French term is used as a cover to designate these places, but this does not work because it quickly turned into a synonym for house of prostitution. Our road sign indicating the way to the Reserve, where we run our environmental education project, was vandalized with bullets and stones just after it was installed, but the road sign next, indicating the way to the house of prostitution remains intact until now. We replaced the vandalized road sign three times before giving up.
Mata Atlântica preservada nas nascentes do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC) que foi comprada com recursos próprios e ajuda de doadores e transformada em RPPN
We realize that the situation of the Atlantic Rain Forest is dramatic. It is seriously threatened. We feel that urgent actions are needed because every day the chain saws are coming closer to the last fragment of Atlantic Rain Forest which is full of life forms, housing many endangered species of plants and animals. It can house, for example, as many as 400 species of tree on a single hectare. So we decided to buy the preserved areas threatened using money from our savings. We started in 1994 purchasing a small plot of land with two hectares and after that purchasing bit by bit we have already gotten 860 hectares which has been transformed into Private Natural Heritage Reserve. The good news is that we got help from donors to purchase the latest area. We are very happy because the effort was worth. That area houses a fabulous biodiversity, with many endangered species of birds, mammals and trees. We have no idea how many species lives there because the biodiversity is very high. We just know that is needed to save it. The nature is very fragile. Right now, it needs desperately our help to be protected. We are trying very hard to do our part to ensure at least a bit of the Atlantic Rain Forest. We believe that there's still time to save many species.
The Luc Hoffmann Award is a great encouragement for us to continue our struggle for Nature Conservation.
Thank you,
Germano Woehl Junior
Detalhe da mata preservadíssima da área comprada e transformada em RPPN, que protege as nascentes do rio Itajai e uma rica biodiversidade, com espécies de plantas e animais raras e ameaçadas de extinção.
Germano Woehl Junior (segunda pessoa da esquerda para a direita) e demais homenageados e membros da IUCN na Cerimônia do dia 11/09/2012, durante o Congresso Mundial da Conservação da Natureza (World Conservation Congress), na ilha de Jeju, Coréia do Sul.Foto da IUCN
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
A Mata Atlântica está desaparecendo diante de nossos olhos
Cachoeira com 80 metros no rio Lageado, afluente do rio Itajaí, Localidade de Bley Pombas, Santa Terezinha (SC). Para acessá-la em 19/01/1991 tivemos que atravessar uma mata preservada tão extensa que levou quase um dia inteiro de caminhada.
Já me acostumei com a decepção de voltar a algum lugar de natureza exuberante que conheci na infância e encontrar tudo devastado. A riquíssima diversidade de formas de vida da Mata Atlântica, de centenas de espécies de árvores, com algazarras de aves das mais variadas espécies, tudo silenciado e substituído pela monotonia de um reflorestamento de pinus ou eucalipto.
As raras vezes que sou surpreendido ao retornar e ainda encontrar uma mata preservada tal como conheci quando era criança, eu passo a me empenhar para protegê-la, porque já sei o destino trágico daquele pedaço do paraíso da floresta tropical repleta de formas de vida. Foi desta forma que minha esposa e eu salvamos os atuais 856 hectares de Mata Atlântica, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), com a criação de várias RPPNs no mesmo local.
Durante meu período de férias, no dia 19/01/1991, eu levei a Elza para uma aventura de chegar até uma cachoeira de 80 metros no rio Lageado, na localidade de Bley Pombas, em Santa Terezinha (SC). Eu conhecia desde criança a extensa mata preservada onde ficava esta cachoeira que era emblemática para mim porque poucos haviam conseguido chegar até ela.
Eu não era mais criança e havia chegado minha vez de apreciar a beleza desta cachoeira e ficar encantado com ela. A Elza topou na hora o desafio, porque não fazia idéia da dificuldade para chegar até lá. Ao chegarmos a localidade, fiquei muito assustado ao ver o tamanho da devastação ocorrida em Santa Terezinha, mas me animei um pouco ao ver que o extenso fragmento de mata preservada, a partir da estrada até o rio Itajaí, onde se situava a cachoeira, por sorte, havia sido poupado.
Após caminharmos por dentro da mata durante várias horas, usando os cursos dos rios como orientação, finalmente chegamos à cachoeira. Os momentos que passamos lá compensaram o esforço. Nós acampamos duas noites no paraíso, onde passamos momentos mágicos, apreciando e contemplando toda aquela exuberância de biodiversidade da floresta tropical.
Naquela época, eu estava completamente iludido e por ingenuidade acreditava que o código florestal e as leis proibindo o desmatamento da Mata Atlântica eram as armas poderosas que garantiram a proteção daquele paraíso. Qualquer tentativa do proprietário em destruir esta área as autoridades vão autuá-lo – pensei. Era uma das últimas matas preservadas na região. Ninguém se atreveria de desafiar as leis e, além disso, estávamos às vésperas da Rio-92, com o Brasil empenhado cada vez mais em fazer bonito perante a comunidade internacional.
Nesta semana, estava selecionando algumas imagens da flora da Mata Atlântica e deparei com algumas fotos que tirei do entorno da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, no dia 06/02/2005, registradas com uma filmadora digital, que já tinha o recurso de tirar fotos, mas de baixa resolução. As imagens são do vale do rio Lageado, que desemboca no rio Itajaí, em frente da RPPN. Foram tiradas assim que compramos a primeira área, com 31 hectares, a partir do ponto mais alta da RPPN, que hoje tem 856 hectares. Nessa época eu não estava muito familiarizado com a geografia do lugar.
As duas imagens monstram a situação
em 06/02/2005. A mata preservada que em 1991 levamos quase um dia todo para atravessar e acessar a cachoeira deu lugar a uma extensa plantação de pinus.
Fiquei chocado ao identificar nestas imagens a cachoeira e toda a mata do entorno que levamos horas para percorrer em 1991 ter sido substituída por pinus. Reparem que plantaram pinus até em cima da cachoeira. São imagens de 7 anos atrás e certamente a devastação foi ampliada. Lamento profundamente de ter me descuidado e não ter conseguido salvar aquela área. Na verdade, não foi um descuido e tampouco falta de empenho, porque a devastação é intensa por todos os lugares e eu estava enfrentando batalhas duras e extenuantes para salvar a Mata Atlântica em outras regiões, inclusive ali perto. Eu achava que iria dar tempo de chegar até lá com força total mas, infelizmente, não deu.
Mesmo assim, por mais desculpas que se consiga arranjar, não me sinto confortado. Estou muito aborrecido e desapontado comigo mesmo por não ter conseguido convencer mais pessoas da urgência e gravidade da situação. Começamos a nos preocupar mais seriamente em salvar a Mata Atlãntica só em 1997, início do nosso projeto de Educação Ambiental. A criação da ONG, Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade, só ocorreu em 2003.
A biodiversidade que existia nesta área se foi para sempre. Eu cheguei a colocar os pés nesta mata já com a plena consciência de que era extremamente importante salvá-la para as gerações futuras. O mais desesperador de tudo é que esta não foi a última área a ser destruída. Qualquer fragmento de Mata Atlântica está com os dias contados e a destruição ocorre diante de nossos olhos.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Famoso produtor de TV - CBS News - National Geographic faz matéria do Instituto Rã-bugio
Kosima Weber Liu & John Dennis Liu , Germano & Elza, durante as filmagens às margens do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). A mata ao lado oposto é a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí.
O famoso produtor norte-americano de TV John Dennis Liu (National Geographic e outros) veio com sua equipe ao Brasil para fazer um documentário sobre o projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio em Santa Catarina
Foram 5 dias de filmagens com dezenas de entrevistas feitas em Jaraguá do Sul (SC), no Centro Interpretativo da Mata Atlântica

Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)
E nas RPPNs que estamos criando em Itaiópolis (SC) para salvar as nascentes do rio Itajai.
John Liu demonstrou ter gostado muito do projeto. Fez uma doação do próprio bolso de 500 dólares e disse que vai nos ajudar a conseguir doadores nos países do primeiro mundo para o projeto. Ele não conhecia a Mata Atlântica e nem o Brasil. Ficou encantado de andar conosco pelo meio da mata e das entrevistas com as crianças participantes do projeto.

Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)
John D. Liu trabalhou durante 10 anos na mais importante TV dos Estados Unidos, a CBS News. Já fez trabalhos para a National Geographic e BBC. Foi professor assistente de pesquisa da famosa universidade norte-americana George Mason University

John D. Liu filmando a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí em Itaiópolis (SC)
Saiba mais sobre JOHN DENNIS LIU
O produtor de TV norte-americano John Dennis Liu vive na China há mais de 30 anos. Liu ajudou a abrir a filial da TV norte-americana CBS News, em Pequim, no momento da normalização das relações entre os EUA e a China. Ele trabalhou para a CBS News durante 10 anos, deixando-a em 1990. Ele também trabalhou como foto-jornalista para Radiotelevisione Italiana (RAI TV italiana) e Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF televisão alemã).
Liu tem se concentrado sobre a produção cinematográfica ecológica desde meados da década de 1990, e tem escrito, produzido e dirigido filmes sobre campos naturais, desertos, pantanais, oceanos, rios, florestas, Desenvolvimento Urbano, atmosfera, animais em extinção e redução da pobreza. Seu trabalho o levou a mais de 70 países. Muitos de seus filmes têm aparecido na BBC World e outras redes. Em 2003, o Sr. Liu escreveu, produziu e dirigiu "Diário de Jane Goodall na China" para a National Geographic.
Em 1997, o Sr. Liu fundou a ONG Projeto de Mídia para a Educação Ambiental (EEMP), que usa a televisão para difundir o desenvolvimento sustentável e mensagens de saúde pública na China e em outros países e continua a empreender esse esforço. Liu também foi a força motriz na criação e funcionamento da instituição Referência para o Desenvolvimento Sustentável da China e Centro de Pesquisa (CESDRRC), Rede de informação da China sobre HIV/AIDS (CHAIN) e Projeto de Mídia para Educação Ambiental (Mongólia). Por muitos anos Liu estudou e trabalhou para promover o potencial de restauração ecológica, incluindo apresentando os filmes recentes Hope in a Changing Climate (Esperança nas Mudanças Climáticas) e Rwanda – Forests of Hope (Ruanda: Florestas da Esperança).
De 2003 a 2006, o Sr. Liu foi professor visitante na Faculdade de Ciências Aplicadas e Faculdade de Ambiente Construído [tradução do termo “Built Environment” que significa paisagens produzidas pelo homem, como cidades, condominos, parques] da Universidade de West of England (UWE). Em 2006, Liu foi nomeado Fellow Rothamsted Internacional para a Comunicação de Ciência. Em 2009-2010, o Sr. Liu foi nomeado professor assistente de pesquisa na George Mason University.
O famoso produtor norte-americano de TV John Dennis Liu (National Geographic e outros) veio com sua equipe ao Brasil para fazer um documentário sobre o projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio em Santa Catarina
Foram 5 dias de filmagens com dezenas de entrevistas feitas em Jaraguá do Sul (SC), no Centro Interpretativo da Mata Atlântica
Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)
E nas RPPNs que estamos criando em Itaiópolis (SC) para salvar as nascentes do rio Itajai.
John Liu demonstrou ter gostado muito do projeto. Fez uma doação do próprio bolso de 500 dólares e disse que vai nos ajudar a conseguir doadores nos países do primeiro mundo para o projeto. Ele não conhecia a Mata Atlântica e nem o Brasil. Ficou encantado de andar conosco pelo meio da mata e das entrevistas com as crianças participantes do projeto.
Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)
John D. Liu trabalhou durante 10 anos na mais importante TV dos Estados Unidos, a CBS News. Já fez trabalhos para a National Geographic e BBC. Foi professor assistente de pesquisa da famosa universidade norte-americana George Mason University

John D. Liu filmando a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí em Itaiópolis (SC)
Saiba mais sobre JOHN DENNIS LIU
O produtor de TV norte-americano John Dennis Liu vive na China há mais de 30 anos. Liu ajudou a abrir a filial da TV norte-americana CBS News, em Pequim, no momento da normalização das relações entre os EUA e a China. Ele trabalhou para a CBS News durante 10 anos, deixando-a em 1990. Ele também trabalhou como foto-jornalista para Radiotelevisione Italiana (RAI TV italiana) e Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF televisão alemã).
Liu tem se concentrado sobre a produção cinematográfica ecológica desde meados da década de 1990, e tem escrito, produzido e dirigido filmes sobre campos naturais, desertos, pantanais, oceanos, rios, florestas, Desenvolvimento Urbano, atmosfera, animais em extinção e redução da pobreza. Seu trabalho o levou a mais de 70 países. Muitos de seus filmes têm aparecido na BBC World e outras redes. Em 2003, o Sr. Liu escreveu, produziu e dirigiu "Diário de Jane Goodall na China" para a National Geographic.
Em 1997, o Sr. Liu fundou a ONG Projeto de Mídia para a Educação Ambiental (EEMP), que usa a televisão para difundir o desenvolvimento sustentável e mensagens de saúde pública na China e em outros países e continua a empreender esse esforço. Liu também foi a força motriz na criação e funcionamento da instituição Referência para o Desenvolvimento Sustentável da China e Centro de Pesquisa (CESDRRC), Rede de informação da China sobre HIV/AIDS (CHAIN) e Projeto de Mídia para Educação Ambiental (Mongólia). Por muitos anos Liu estudou e trabalhou para promover o potencial de restauração ecológica, incluindo apresentando os filmes recentes Hope in a Changing Climate (Esperança nas Mudanças Climáticas) e Rwanda – Forests of Hope (Ruanda: Florestas da Esperança).
De 2003 a 2006, o Sr. Liu foi professor visitante na Faculdade de Ciências Aplicadas e Faculdade de Ambiente Construído [tradução do termo “Built Environment” que significa paisagens produzidas pelo homem, como cidades, condominos, parques] da Universidade de West of England (UWE). Em 2006, Liu foi nomeado Fellow Rothamsted Internacional para a Comunicação de Ciência. Em 2009-2010, o Sr. Liu foi nomeado professor assistente de pesquisa na George Mason University.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Futuros professores fazem curso de Educação Ambiental na Serra do Mar
Estudantes do ensino médio do curso de magistério da EEB Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), aprendendo a observar a riqueza da biodiversidade da Serra do Mar nas trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC).
O evento oficial de inauguração do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA) ainda não aconteceu. Mas a inauguração para valer aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, quando foram atendidos um grupo muito especial de 2 professoras e 18 jovens estudantes do último ano do magistério (ensino médio), futuros professores, em um curso de educação ambiental ao ar livre.
Estes jovens estudantes estavam muito motivados e interessados em aprender sobre o ecossistema tropical mais rico em biodiversidade e ameaçado do Mundo, que é a Mata Atlântica densa que ocorre na Serra do Mar. São da Escola de Educação Básica Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), no Planalto Norte. Enfrentaram uma viagem de 160 km para conhecer a Serra do Mar catarinense que só conheciam através dos livros de geografia. Foi uma experiência fascinante para estes futuros professores.
Eles participaram de várias atividades interativas com a natureza nas trilhas do CIMA, promovidas pela equipe do Instituto Rã-bugio. O cansaço da viagem não tirou o entusiasmo de fazerem uma trilha noturna, onde puderam observar a riqueza da biodiversidade de animais que só entram em atividade neste período da noite. No ambiente de muita tranquilidade das instalações do CIMA, se dividiram em grupos de trabalho e preparam apresentações sobre o que aprenderam.
Estudantes em contato com a natureza da Sera do Mar na trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica
Receberam também treinamento para desenvolverem uma atividade muito educativa de ciências e simples de ser realizada quando forem professores. Trata-se da extração de corantes de flores ou das folhas de repolho roxo para serem utilizados como indicadores colorimétrico da acidez ou alcalinidade da água (a cor varia de acordo com o pH, que mede a acidez e alcalinidade). Pode ser usado para detectar poluentes na água. É um experimento de química muito atrativo para crianças e jovens que facilita muito o aprendizado desta disciplina. Clique aqui para saber os detalhes.
Os participantes do curso não tiveram que pagar nada, nem a confortável hospedagem no CIMA, no meio da Mata Atlântica bem preservada da Serra do Mar, um verdadeiro paraíso da floresta tropical. Tudo foi bancado com recursos de doadores (pessoas físicas) e parceiros. A Prefeitura de Itaiópolis, através da Secretaria Municipal de Educação, pagou o fretamento do ônibus.
A idealização do CIMA contou com o forte apoio da sociedade através de doações de pessoas físicas, patrocínio de empresas, fundações, Ministério Público de SC e Prefeitura de Jaraguá do Sul (SC). Clique aqui para ver as imagens e saber mais detalhes.
Neste início das atividades do CIMA já foram atendidos também um grupo de professores da rede municipal de ensino de Joinville e outros já estão agendados.
Centros da natureza para atividades com escolas são comuns nos países desenvolvidos há mais de 150 anos. Nossos objetivos são que estes professores promovam atividades ao ar livre com seus alunos para eles terem mais contato com a natureza e passem a gostar, valorizar e a defender a Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade.
Estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos com os estudantes das escolas que desenvolvem atividades ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática.
Relatórios dos Participantes
Andriele Bodnar Szostak - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Daiana Maia de Lima - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Matheus Henrique da Silva Höweler - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
O evento oficial de inauguração do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA) ainda não aconteceu. Mas a inauguração para valer aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, quando foram atendidos um grupo muito especial de 2 professoras e 18 jovens estudantes do último ano do magistério (ensino médio), futuros professores, em um curso de educação ambiental ao ar livre.
Estes jovens estudantes estavam muito motivados e interessados em aprender sobre o ecossistema tropical mais rico em biodiversidade e ameaçado do Mundo, que é a Mata Atlântica densa que ocorre na Serra do Mar. São da Escola de Educação Básica Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), no Planalto Norte. Enfrentaram uma viagem de 160 km para conhecer a Serra do Mar catarinense que só conheciam através dos livros de geografia. Foi uma experiência fascinante para estes futuros professores.
Eles participaram de várias atividades interativas com a natureza nas trilhas do CIMA, promovidas pela equipe do Instituto Rã-bugio. O cansaço da viagem não tirou o entusiasmo de fazerem uma trilha noturna, onde puderam observar a riqueza da biodiversidade de animais que só entram em atividade neste período da noite. No ambiente de muita tranquilidade das instalações do CIMA, se dividiram em grupos de trabalho e preparam apresentações sobre o que aprenderam.
Estudantes em contato com a natureza da Sera do Mar na trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica
Receberam também treinamento para desenvolverem uma atividade muito educativa de ciências e simples de ser realizada quando forem professores. Trata-se da extração de corantes de flores ou das folhas de repolho roxo para serem utilizados como indicadores colorimétrico da acidez ou alcalinidade da água (a cor varia de acordo com o pH, que mede a acidez e alcalinidade). Pode ser usado para detectar poluentes na água. É um experimento de química muito atrativo para crianças e jovens que facilita muito o aprendizado desta disciplina. Clique aqui para saber os detalhes.
Os participantes do curso não tiveram que pagar nada, nem a confortável hospedagem no CIMA, no meio da Mata Atlântica bem preservada da Serra do Mar, um verdadeiro paraíso da floresta tropical. Tudo foi bancado com recursos de doadores (pessoas físicas) e parceiros. A Prefeitura de Itaiópolis, através da Secretaria Municipal de Educação, pagou o fretamento do ônibus.
Momento de descontração dos estudantes no refeitório do Centro Interpretativo da Mata Atlântica
A idealização do CIMA contou com o forte apoio da sociedade através de doações de pessoas físicas, patrocínio de empresas, fundações, Ministério Público de SC e Prefeitura de Jaraguá do Sul (SC). Clique aqui para ver as imagens e saber mais detalhes.
Neste início das atividades do CIMA já foram atendidos também um grupo de professores da rede municipal de ensino de Joinville e outros já estão agendados.
Centros da natureza para atividades com escolas são comuns nos países desenvolvidos há mais de 150 anos. Nossos objetivos são que estes professores promovam atividades ao ar livre com seus alunos para eles terem mais contato com a natureza e passem a gostar, valorizar e a defender a Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade.
Estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos com os estudantes das escolas que desenvolvem atividades ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática.
Relatórios dos Participantes
Andriele Bodnar Szostak - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Daiana Maia de Lima - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Matheus Henrique da Silva Höweler - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
sábado, 16 de julho de 2011
Salvo mais um pedaço da ameaçada Mata Atlântica
Imagem da nova aquisição, que vai salvar para sempre a mata ciliar do rio Itajaí. Figueiras gigantescas repletas de orquideas, bromélias, cipós e outras plantas aéreas mostram a importância de salvar estas áreas para as gerações futuras. Clique sobre a imagem para ampliarCom grande alegria informamos que no dia 13/07/2011 concretizamos a compra de mais uma área de Mata Atlântica com 54,5 hectares que é confrontante com a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), possibilitando ampliar a área que ficará protegida para as gerações futuras. Além da riquíssima biodiversidade, neste terreno ficam as mais belas taipas (paredões rochosos) do trecho do rio Itajaí que corta o município de Itaiópolis.
Nestes paredões rochosos vive e se reproduz o GAVIÃO-POMBO-GIGANTE (Leucopternis polionotus) , ameaçado de extinção. Clique no link e veja as imagens desta ave magnífica que fizemos no local. É enorme e emite o som semelhante ao daquelas águias (ou falcões) que aparecem nos filmes norte-americanos.

As fotos destes gigantescos paredões, local de refúgio e nidificação para aves ameaçadas de extinção, foram tiradas da estrada, na margem oposta do rio Itajai, que pertence ao municipio de Santa Terezinha (o rio Itajai faz a divisa com Itaiópolis). Clique sobre a imagem para ampliarNestas taipas se reproduz também o URUBU-REI (Sarcoramphus papa), ameaçado de extinção. Moradores sempre avistam um casal frequentado o local. O rio Itajaí neste ponto é chamado de raso do mandi, porque dizem que é o local onde ocorre a desova do mandi (uma espécie de bagre). É muito visado pelos pescadores que praticam a pesca predatória com tarrafas na época de procriação. A partir de agora este local ficará protegido pela vigilância da RPPN e a presença freqüente da Polícia Ambiental.
Com esta área, já conseguimos salvar para as gerações futuras temos 830 hectares, sendo que 215 hectares foram adquiridos com recursos de doadores (veja esta matéria “Brasileiros fazem doações para salvar a Mata Atlântica” e pertencem ao Instituto Rã-bugio. Será protocolada a criação da RPPN como fizemos nas demais áreas nas próximas semanas.
Imagem da área preservada adquirida, às margens do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que será transformada em RPPN, para garantir sua preservação para as gerações futuras. Clique sobre a imagem para ampliar
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Araucárias Gigantes será oficialmente transformada em reserva
Imagem de uma parte da mata preservada da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), mostrando a imponência das gigantescas araucárias. Clique sobre a imagem para ampliá-la.A RPPN das Araucárias Gigantes foi protocolada no início de janeiro e na semana passada já teve a vistoria da equipe de funcionários do ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente responsável pelas unidades de conservação da natureza. Isto significa que nas próximas semanas já teremos a boa noticia de sua criação.
A imagem acima mostra alguns exemplares das araucárias gigantes que ocorrem na RPPN. Observe a imponência desta magnífica árvore, como ela se destaca na floresta ao atingir uma altura de até 50 metros.
* está registrado, pela contagem dos anéis de crescimento, araucárias com até 386 anos de idade. Certa vez, eu vi uma tora gigantesca de uma araucária no pátio de uma serraria em Itaiópolis e, com muita paciência, sob um sol de rachar, contei os anéis. Lembro-me que eram mais de 300.
Repare na imagem uma araucária morta que permaneceu em pé. Muitos acham que não há nenhum problema em “aproveitar” as árvores que morrem, como esta araucária. Engana-se terrivelmente quem pensa assim. Estas árvores que morrem são a fonte de vida de uma floresta, são cruciais e tão importantes para a perpetuação da biodiversidade quanto às árvores vivas. A vida começa nestas árvores que morrem.
Quando uma árvore morre e começa a apodrecer permanecendo em pé ou caindo, milhares de insetos depositam seus ovos nesse tronco em decaimento. As larvas que se desenvolvem tornam-se uma fonte preciosa de alimento para os pica-paus e várias outras espécies de aves e mamíferos.
Muitas espécies de aves usam estes troncos em processo de apodrecimento para construir cavidades para seus ninhos ou abrigos. Confira na imagem abaixo como fica o tronco de uma araucária morta.
Araucária que morreu naturalmente na RPPN das Araucárias Gigantes: A vida começa nesta araucária que morre. Clique sobre a imagem para ampliá-la.E quando o tronco se decompõe totalmente serve de adubo para as árvores que estão vivas. Ou seja, estas árvores que morrem são cruciais para manter o ciclo de vida de uma floresta.
A ganância de extrair da floresta a madeira das árvores que morrem naturalmente provoca também muita destruição. São abatidas dezenas de outras árvores e feita abertura de estradas, ou seja, são abertas grandes feridas na floresta.
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| Canela-preta (Ocotea catharinensis) espécie ameaçada de extinção que ocorre na RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC). Para atingir este porte leva mais de 300 anos. Clique sobre a imagem para ampliar |
*Sanquetta, C. R.; Tetto, A. F.; Fernandes, L. A. V., Corte, A. P. D.; Souza, R. K. 2007. Pinheiro do Paraná: Lendas e Realidades. 2ª.Edição. Curitiba: Optagraf Editora e Gráfica.120p.
Nome científico da ARAUCÁRIA que é conhecida também como PINHEIRO-DO-PARANÁ: Araucaria angustifolia
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