segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estudantes de Itaiópolis (SC) nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

 Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

No dia 03 de julho o Instituto Rã-bugio atendeu no Centro Interpretativo da Mata Atlântica uma turma de 60 estudantes e professores muito interessados com conhecer a biodiversidade da Mata Atlântica na Serra do Mar.

São alunos da 7ª e 8ª séries da Escola de Educação Básica (EEB) “Odir Zanelatto”, de Itaiópolis (SC), que fica a 160 km de Jaraguá do Sul. Estavam acompanhados das professoras Graziela Zanelatto Stocco, Juliane Krüger e Maria Inês Bauer.


 Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) observando a riqueza da biodiversidade da Mata Atlântica da Serra do mar nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica.

Eles assistiram uma palestra e tiveram muitas atividades ao ar livre nas trilhas interpretativas da Mata Atlântica, onde puderam ter contato com a natureza e aprender sobre a biodiversidade que ocorre na Serra do Mar. Na trilha, eles puderam observar várias espécies de anfíbios e outros animais.

   Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) no refeitório do Centro Interpretativo da Mata Atlântica
 

Relatórios dos Estudantes

Marjara Izabela Hitel - 8a. Série II - Ensino Fundamental - 03/07/2012
Samira Franco de Freitas - 8a. Série I - Ensino Fundamental - 03/07/2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Famoso produtor de TV - CBS News - National Geographic faz matéria do Instituto Rã-bugio

Kosima Weber Liu & John Dennis Liu , Germano & Elza, durante as filmagens às margens do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). A mata ao lado oposto é a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí.

O famoso produtor norte-americano de TV John Dennis Liu (National Geographic e outros) veio com sua equipe ao Brasil para fazer um documentário sobre o projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio em Santa Catarina

Foram 5 dias de filmagens com dezenas de entrevistas feitas em Jaraguá do Sul (SC), no Centro Interpretativo da Mata Atlântica


Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)

E nas RPPNs que estamos criando em Itaiópolis (SC) para salvar as nascentes do rio Itajai.

John Liu demonstrou ter gostado muito do projeto. Fez uma doação do próprio bolso de 500 dólares e disse que vai nos ajudar a conseguir doadores nos países do primeiro mundo para o projeto. Ele não conhecia a Mata Atlântica e nem o Brasil. Ficou encantado de andar conosco pelo meio da mata e das entrevistas com as crianças participantes do projeto.


Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)

John D. Liu trabalhou durante 10 anos na mais importante TV dos Estados Unidos, a CBS News. Já fez trabalhos para a National Geographic e BBC. Foi professor assistente de pesquisa da famosa universidade norte-americana George Mason University


John D. Liu filmando a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí em Itaiópolis (SC)

Saiba mais sobre JOHN DENNIS LIU

O produtor de TV norte-americano John Dennis Liu vive na China há mais de 30 anos. Liu ajudou a abrir a filial da TV norte-americana CBS News, em Pequim, no momento da normalização das relações entre os EUA e a China. Ele trabalhou para a CBS News durante 10 anos, deixando-a em 1990. Ele também trabalhou como foto-jornalista para Radiotelevisione Italiana (RAI TV italiana) e Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF televisão alemã).

Liu tem se concentrado sobre a produção cinematográfica ecológica desde meados da década de 1990, e tem escrito, produzido e dirigido filmes sobre campos naturais, desertos, pantanais, oceanos, rios, florestas, Desenvolvimento Urbano, atmosfera, animais em extinção e redução da pobreza. Seu trabalho o levou a mais de 70 países. Muitos de seus filmes têm aparecido na BBC World e outras redes. Em 2003, o Sr. Liu escreveu, produziu e dirigiu "Diário de Jane Goodall na China" para a National Geographic.

Em 1997, o Sr. Liu fundou a ONG Projeto de Mídia para a Educação Ambiental (EEMP), que usa a televisão para difundir o desenvolvimento sustentável e mensagens de saúde pública na China e em outros países e continua a empreender esse esforço. Liu também foi a força motriz na criação e funcionamento da instituição Referência para o Desenvolvimento Sustentável da China e Centro de Pesquisa (CESDRRC), Rede de informação da China sobre HIV/AIDS (CHAIN) e Projeto de Mídia para Educação Ambiental (Mongólia). Por muitos anos Liu estudou e trabalhou para promover o potencial de restauração ecológica, incluindo apresentando os filmes recentes Hope in a Changing Climate (Esperança nas Mudanças Climáticas) e Rwanda – Forests of Hope (Ruanda: Florestas da Esperança).

De 2003 a 2006, o Sr. Liu foi professor visitante na Faculdade de Ciências Aplicadas e Faculdade de Ambiente Construído [tradução do termo “Built Environment” que significa paisagens produzidas pelo homem, como cidades, condominos, parques] da Universidade de West of England (UWE). Em 2006, Liu foi nomeado Fellow Rothamsted Internacional para a Comunicação de Ciência. Em 2009-2010, o Sr. Liu foi nomeado professor assistente de pesquisa na George Mason University.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Futuros professores fazem curso de Educação Ambiental na Serra do Mar

Estudantes do ensino médio do curso de magistério da EEB Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), aprendendo a observar a riqueza da biodiversidade da Serra do Mar nas trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC).

O evento oficial de inauguração do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA) ainda não aconteceu. Mas a inauguração para valer aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, quando foram atendidos um grupo muito especial de 2 professoras e 18 jovens estudantes do último ano do magistério (ensino médio), futuros professores, em um curso de educação ambiental ao ar livre.

Estes jovens estudantes estavam muito motivados e interessados em aprender sobre o ecossistema tropical mais rico em biodiversidade e ameaçado do Mundo, que é a Mata Atlântica densa que ocorre na Serra do Mar. São da Escola de Educação Básica Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), no Planalto Norte. Enfrentaram uma viagem de 160 km para conhecer a Serra do Mar catarinense que só conheciam através dos livros de geografia. Foi uma experiência fascinante para estes futuros professores.

Eles participaram de várias atividades interativas com a natureza nas trilhas do CIMA, promovidas pela equipe do Instituto Rã-bugio. O cansaço da viagem não tirou o entusiasmo de fazerem uma trilha noturna, onde puderam observar a riqueza da biodiversidade de animais que só entram em atividade neste período da noite. No ambiente de muita tranquilidade das instalações do CIMA, se dividiram em grupos de trabalho e preparam apresentações sobre o que aprenderam.

Estudantes em contato com a natureza da Sera do Mar na trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

Receberam também treinamento para desenvolverem uma atividade muito educativa de ciências e simples de ser realizada quando forem professores. Trata-se da extração de corantes de flores ou das folhas de repolho roxo para serem utilizados como indicadores colorimétrico da acidez ou alcalinidade da água (a cor varia de acordo com o pH, que mede a acidez e alcalinidade). Pode ser usado para detectar poluentes na água. É um experimento de química muito atrativo para crianças e jovens que facilita muito o aprendizado desta disciplina. Clique aqui para saber os detalhes.

Os participantes do curso não tiveram que pagar nada, nem a confortável hospedagem no CIMA, no meio da Mata Atlântica bem preservada da Serra do Mar, um verdadeiro paraíso da floresta tropical. Tudo foi bancado com recursos de doadores (pessoas físicas) e parceiros. A Prefeitura de Itaiópolis, através da Secretaria Municipal de Educação, pagou o fretamento do ônibus.

Momento de descontração dos estudantes no refeitório do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

A idealização do CIMA  contou com o forte apoio da sociedade através de doações de pessoas físicas, patrocínio de empresas, fundações, Ministério Público de SC e Prefeitura de Jaraguá do Sul (SC). Clique aqui para ver as imagens e saber mais detalhes.

Neste início das atividades do CIMA já foram atendidos também um grupo de professores da rede municipal de ensino de Joinville e outros já estão agendados.

Centros da natureza para atividades com escolas são comuns nos países desenvolvidos há mais de 150 anos. Nossos objetivos são que estes professores promovam atividades ao ar livre com seus alunos para eles terem mais contato com a natureza e passem a gostar, valorizar e a defender a Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade.

Estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos com os estudantes das escolas que desenvolvem atividades ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática.

Relatórios dos Participantes

Andriele Bodnar Szostak - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Daiana Maia de Lima - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Matheus Henrique da Silva Höweler - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

A incrível mariposa que imita uma vespa para escapar dos predadores

Mariposa  (Macrocneme chrysitis) que imita uma vespa para afugentar os predadores. Foto 06/04/2012

No feriado de Páscoa fotografamos esta mariposa na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC) . Chamou a atenção da Elza porque causa da coloração azul-esverdeada que variava a medida que o inseto se movimentava para revirar as flores de um arbusto em busca de néctar, seu alimento.

Esta variação da cor conforme o ângulo de observação é um fenômeno óptico conhecido como iridescência, que resulta da interferência da luz refletida em superfícies com estrutura periódica microscópica, encontrada na natureza nas asas de algumas borboletas e penas de certas aves.

Logo de cara achamos que era uma vespa e procuramos ter cuidado, porque sabemos o quanto é dolorida uma picada destas vespas grandes. Só percebemos que fomos enganados pela aparência, da mesma forma que os predadores, quando examinamos as fotos na tela do computador.  Trata-se de uma mariposa imita uma vespa. O especialista no assunto Eduardo Lucof gentilmente identificou a espécie, Macrocneme chrysitis.

Os processos de seleção natural ao longo de milhares de anos fizeram com que esta mariposa (inofensiva) assumisse a forma de uma vespa (venenosa, que pica) e assim acaba sendo evitada pelos predadores.

Esta característica que alguns animais têm de copiar formato do corpo e/ou as cores de outros é chamada de mimetismo. O mimetismo ocorre em várias outras espécies de animais e também entre os vegetais.

Eu aprendi sobre mimetismo nos textos de livros na escola (naquela época sequer tinha uma foto em preto-e-branco para ilustrar) e não sabia que do lado de fora, no jardim, poderia observar o exemplo ao vivo e a cores. Havia uma mata de araucárias preservadas ao lado da escola o que aumentaria as chances de ter esta espécie de  mariposa. Hoje, acredito que é bem difícil encontrá-la em áreas urbanizadas.


MARIPOSA-VESPA  Macrocneme chrysitis
Ordem: Lepidoptera
Subordem: Glossata
Infraordem: Heteroneura
Superfamília: Noctuoidea
Família: Arctiidae
Subfamília: Arctiinae
Tribo: Euchromiini
Nome em inglês: Blue-green Wasp Mimic

sexta-feira, 13 de abril de 2012

TV Estatal da Alemanha comprou vídeo do Instituto Rã-bugio p/ programa educativo.

Produtora de programa educativo para a TV estatal da Alemanha comprou um vídeo feito pelo Instituto Rã-bugio para utilizar no programa Kopfball destinado ao público jovem da Alemanha.

O programa Kopfball com as imagens da biodiversidade filmadas em Jaraguá do Sul (SC) vai ao ar domingo, 15/04/2012, às 11:00 h da manhã (horário da Alemanha). Poderá ser assistido pela internet, após a exibição pela TV. Clique aqui

terça-feira, 20 de março de 2012

Educação Ambiental nas escolas públicas de São Paulo

Estudantes da Escola Estadual Marechal Rondon de São José dos Campos (SP) aprendendo sobre a Mata Atlântica nas trilhas de um fragmento no campus Vila Branca da UNIVAP, em Jacareí (SP).

No dia 12/03/2012 teve início o terceiro ano do projeto de educação ambiental "Mata Atlântica é Qualidade de Vida" com as escolas públicas de São José dos Campos (SP), patrocinado pela Johnson & Johnson.

A meta é atender até junho deste ano 2.700 estudantes com seus respectivos professores em atividades ao ar livre, em contato com a natureza, nas trilhas de um fragmento de Mata Atlântica na área urbana de Jacareí (SP), no campus Vila Branca da Universidade do Vale Paraíba (UNIVAP), que disponibilizou toda a infraestrutura para realização deste projeto.

É fascinante para os estudantes entrarem pela primeira vez em uma floresta tropical de verdade e aprenderem como funciona este ecossistema. Clique aqui e veja os relatórios do estudantes e depoimentos dos professores.

Nos últimos dez anos nosso projeto de educação ambiental já atendeu 2.500 professores e aproximadamente 50 mil estudantes de ensino médio e fundamental, a maioria de escolas públicas. Além disso, deu oportunidade de trabalho para dezenas de jovens universitários (monitores).

Atualmente este projeto de educação em larga escala vem sendo realizado em Joinville (SC), São José dos Campos (SP), Jaraguá do Sul (SC) e municípios vizinhos.

Ocorreu também um surpreendente efeito multiplicador do nosso trabalho: vários municípios com fragmentos de Mata Atlântica em área urbana implantaram trilhas para uso das escolas. Há exemplos em Jaraguá do Sul (SC) e outros municípios onde escolas com matas preservadas no entorno implantaram suas próprias trilhas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A incrível MOSCA PREDADORA que habita a Mata Atlântica

Mosca predadora (robber fly) sugando o conteúdo interno de uma abelha africana capturada em pleno vôo. Foto: 20/02/2012. Clique sobre a imagem para ampliar

MOSCA PREDADORA
Nome em inglês: robber fly

Ordem: Diptera
Subordem: Brachycera
Infraordem: Asilomorpha
Superfamília: Asiloidea
Família: Asilidae

A mosca predadora captura os insetos, suas presas, em vôo com muita agilidade. Então, com a presa imobilizada pousa em algum galho de um arbusto e usa sua probóscide* curta e muito forte para perfurar o corpo da presa e injetar um liquido paralisante que dissolve todo o conteúdo interno que é sugado alguns minutos depois pela probóscide.

É oportunista. Fica à espreita das suas presas nas plantas com flores, que atraem muitos insetos.

No dia 20/02/2012 observamos na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí , em Itaiópolis (SC), a mosca predadora capturar em pleno vôo duas abelhas africanas num intervalo de poucos minutos.

*Probóscide é um apêndice alongado que se localiza na cabeça de algumas espécies de invertebrado. Também pode ser sinônimo de tromba