terça-feira, 9 de março de 2010

Extração de corantes naturais para atividades de EDUCAÇÃO AMBIENTAL no monitoramento de poluentes na água.

Mudança de cor com o pH do corante extraído da flor de um cipó (planta invasora) muito comum em terrenos baldios de São Paulo

Alguns corantes naturais extraídos de plantas apresentam substâncias químicas sensíveis a mudança do pH e podem ser utilizados com indicador ácido-base.

Neste trabalho o Instituto Rã-bugio apresenta os estudos realizados com a extração de corantes de várias espécies de flores facilmente encontradas nas áreas urbanas.

São experimentos muito simples de serem reproduzidos, bastante atraentes para os alunos e praticamente sem custos. Enfim, atividades práticas que estimulam muito o aprendizado de ciências no ensino fundamental e médio.

Este estudo mostra como os professores podem aplicar os corantes obtidos de flores nas atividades de Educação Ambiental para demonstrar, de forma muito estimulante para os alunos, os princípios do monitoramento de poluentes em rios e lagoas.

O arquivo PDF pode ser baixado a partir do site do Instituto Rã-bugio, no tópico PROJETOS: MATERIAIS DIDÁTICOS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

IUCN da Holanda aprova projeto do Instituto Rã-bugio

Estudantes com Elza Nishimura Woehl durante as atividades ao ar livre de interpretação da natureza, nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC)

A IUCN - União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature) - da Holanda aprovou o projeto de educação ambiental do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade que será desenvolvido nas escolas públicas de Itaiópolis (SC).

O objetivo é envolver a comunidade na conservação da natureza para que as pessoas percebam a importância das áreas preservadas de Mata Atlântica nas cabeceiras do rio Itajaí, em que estão sendo destruídas com muita intensidade, provocando perda irreversível de biodiversidade e degradando os recursos hídricos, além dos problemas de enchente em cidades como Blumenau (SC).

O projeto do Instituto Rã-bugio foi inscrito no edital da IUCN da Holanda do ano passado, concorrendo com projetos de instituições do mundo inteiro. Os recursos deste edital foram doados à IUCN pelo Governo da Holanda, que destina um percentual da arrecadação de jogos de loteria para salvar a biodiversidade.

A contrapartida deste projeto de educação ambiental será financiada pelo Programa Desmatamento Evitado da ONG SPVS, de Curitiba, em parceria com o Banco HSBC (Seguro Verde Auto) que adotou parte da área da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, localizada em Itaiópolis (SC)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Araucárias Gigantes será oficialmente transformada em reserva

Imagem de uma parte da mata preservada da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), mostrando a imponência das gigantescas araucárias.
Clique sobre a imagem para ampliá-la.


A RPPN das Araucárias Gigantes foi protocolada no início de janeiro e na semana passada já teve a vistoria da equipe de funcionários do ICMBio, órgão do Ministério do Meio Ambiente responsável pelas unidades de conservação da natureza. Isto significa que nas próximas semanas já teremos a boa noticia de sua criação.

A imagem acima mostra alguns exemplares das araucárias gigantes que ocorrem na RPPN. Observe a imponência desta magnífica árvore, como ela se destaca na floresta ao atingir uma altura de até 50 metros.

A araucária apresenta também uma grande longevidade. Na literatura* está registrado, pela contagem dos anéis de crescimento, araucárias com até 386 anos de idade. Certa vez, eu vi uma tora gigantesca de uma araucária no pátio de uma serraria em Itaiópolis. Então, com muita paciência, sob um sol de rachar, contei os anéis e lembro-me que eram mais de 300.

Repare na imagem uma araucária morta que permaneceu em pé. Muitos acham que não há nenhum problema em “aproveitar” as árvores que morrem, como esta araucária. Engana-se terrivelmente quem pensa assim. Estas árvores que morrem são a fonte de vida de uma floresta, são cruciais e tão importantes para a perpetuação da biodiversidade quanto às árvores vivas. A vida começa nestas árvores que morrem.

Quando uma árvore morre e começa a apodrecer permanecendo em pé ou caindo, milhares de insetos depositam seus ovos nesse tronco em decaimento. As larvas que se desenvolvem tornam-se uma fonte preciosa de alimento para os pica-paus e várias outras espécies de aves e mamíferos.

Muitas espécies de aves usam estes troncos em processo de apodrecimento para construir cavidades para seus ninhos ou abrigos. Confira na imagem abaixo como fica o tronco de uma araucária morta.Araucária que morreu naturalmente na RPPN das Araucárias Gigantes: A vida começa nesta araucária que morre. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

E quando o tronco se decompõe totalmente serve de adubo para as árvores que estão vivas. Ou seja, estas árvores que morrem são cruciais para manter o ciclo de vida de uma floresta.

A ganância de extrair da floresta a madeira das árvores que morrem naturalmente provoca também muita destruição. São abatidas dezenas de outras árvores e feita abertura de estradas, ou seja, são abertas grandes feridas na floresta

*Sanquetta, C. R.; Tetto, A. F.; Fernandes, L. A. V., Corte, A. P. D.; Souza, R. K. 2007. Pinheiro do Paraná: Lendas e Realidades. 2ª.Edição. Curitiba: Optagraf Editora e Gráfica.120p.

Nome científico da ARAUCÁRIA que é conhecida também como PINHEIRO-DO-PARANÁ: Araucaria angustifolia

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Riqueza da RPPN das Araucárias Gigantes em Itaiópolis (SC)

Uma majestosa Sapopema (Sloanea lasiocoma) da RPPN das Araucárias Gigantes com a Elza ao lado.

Na RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC), não somente as araucárias são gigantescas (veja as fotos nas mensagens postadas abaixo), mas também outras espécies de árvores típicas da Mata Atlântica, com esta imponente SAPOPEMA (Sloanea lasiocoma) que fotografei com a Elza ao lado no dia 08/01/2010.

Tronco da sapopema (Sloanea lasiocoma) da mesma árvore da imagem acima

Toda esta riqueza de biodiversidade de uma mata de araucárias intacta está assegurada para as gerações futuras e para sempre.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nossas áreas protegidas escondem as mais belas cachoeiras da Mata Atlântica.

Uma das dezenas de cachoeiras de tirar o fôlego da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que tem mais de 30 metros de altura. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

Ainda não fizemos o levantamento das belezas naturais das nossas áreas protegidas nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Não temos idéia, por exemplo, de quantas cachoeiras existem nos rios e riachos que nascem ou cortam nossas áreas preservadas.

Só sabemos que são muitas cachoeiras. Deve ter dezenas, mas a maioria é de difícil acesso. Somente em um dos rios da RPPN das Araucárias Gigantes, que seguimos o curso recentemente, encontramos seis belíssimas cachoeiras com queda superior a 5 metros.

A Elza não vai esquecer facilmente daquele dia. Foi nesta aventura que ela encostou a mão inteira em uma lagarta verde enorme camuflada em um arbusto. Era daquelas lagartas com “pinheirinhos” repletos de espinhos, que só de olhar já lhe queima.

Ela começou a gritar desesperadamente e chorou bastante de tanta dor, porque realmente é insuportável, mas passa depois de uns 15 minutos. Eu não sabia o que fazer e tentei consolá-la fotografando esta lagarta enorme como se fosse o achado mais importante do mundo. Veja a foto em nosso site, clique aqui.

No dia 22/01/2010, sem a companhia da Elza, consegui acessar uma das cachoeiras da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em um dos afluentes do rio do couro, que é esta da foto acima. Estimamos que tenha entre 35 e 40 metros de altura. Suas águas são puríssimas, já que este afluente tem toda sua bacia hidrográfica recoberta de floresta primária e fica dentro da RPPN.

Já sabíamos da existência desta cachoeira há dois anos, quando descíamos pelo rio e encontramos esta barreira instransponível. Só deu para ouvir o barulho da queda d’água, ver a borda do precipício e perceber que era bem alta. Lembro-me que foi até perigoso chegar perto. Não havia como descer pelas laterais (a queda é abrupta).

Então, somente na semana passada eu consegui chegar até esta cachoeira subindo o rio a partir de sua foz no rio do Couro. Desgraçadamente, no caminho para chegar até o rio do Couro eu também encostei acidentalmente na mesma espécie de lagarta que a Elza encostou. Foi aí que eu percebi que a Elza não exagerou no choro. A dor é realmente muito intensa apesar de eu ter encostado somente a ponta do dedo, enquanto que a Elza encostou a mão toda.

Quando a Elza viu as fotos da cachoeira ficou doida para ir até lá, já que o acesso não é tão difícil. E para se prevenir contra as lagartas, do capim-navalha, da taquara-lambedora (que arranca pedaços da pele quando a gente encosta) e dos espinhos, vamos usar luvas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As mais belas borboletas do Brasil vivem na RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis, SC

Riqueza da biodiversidade da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC): exemplar macho da espécie Myscelia orsis, uma das mais belas borboletas do Brasil

No dia 18/01/2010, por volta das 9 h, vimos um GATO-DO-MATO-MARACAJÁ, espécie ameaçada de extinção, nas trilhas da RPPN das Araucárias Gigantes.

No encontro, ele parou uns 8 metros na nossa frente e permaneceu olhando para nós durante uns 10 segundos. Em seguida, correu para o meio da floresta. Não deu tempo para fotografá-lo, infelizmente.

As evidências mais notáveis da riqueza da biodiversidade das nossas áreas preservadas em Itaiópolis (SC) - RPPN das Araucárias Gigantes e RPPN das Corredeiras do Rio Itajaí - são as aves e borboletas, por serem mais fáceis de serem observadas.

Nesta semana, tive o prazer de fotografar na RPPN das Araucárias Gigantes uma das borboletas mais bonitas do Brasil (veja imagem acima), que é um exemplar MACHO da espécie Myscelia orsis. Veja outras fotos de borboletas em nosso site clicando aqui.

Jamais alguém vai encontrar nos jardins de uma residência na área urbana espécies de borboletas como esta porque elas são muito sensíveis e dependem de florestas bem preservadas para viverem.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mariposa que imita beija-flor!


Uma das riquezas da biodiversidade da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC): Mariposa que imita um beija-flor para enganar os passarinhos, seus predadores. Ela bate as asas em alta frequência, como fazem os beija-flores (a imagem foi "congelada" pela alta velocidade do obturador da câmera fotográfica). Click sobre a imagem para ampliar.


Quando visitamos nossas áreas preservadas em Itaiópolis (SC) somos surpreendidos a todo o instante pela riqueza da biodiversidade.

Estávamos fotografando os beija-flores nas bordas da RPPN das Araucárias Gigantes (nossa última aquisição) e apareceu esta criatura da foto: uma mariposa que imita perfeitamente um beija-flor!
É uma estratégia para confundir os predadores, as aves principalmente. Observe que tem até uma cauda para se parecer mais ainda com um beija-flor. As fotos foram tiradas com uma câmera em alta velocidade (para "congelar" o movimento), mas ela vibra as asas com a mesma frequência do beija-flor

Até o presente, 14/01/2010, já foi registrada a ocorrência de 208 espécies de aves nas RPPN Corredeiras do rio Itajaí e RPPN das Araucárias Gigantes, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC).

Veja a lista completa e o link para a maioria das espécies fotografadas na RPPN.