sábado, 7 de novembro de 2009

Escolas podem salvar a Mata Atlântica

Nós acreditamos que estes jovens podem mudar o destino da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica. Estamos apostando tudo neles.




Estas imagens são de estudantes da 8ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Marechal Rondon, de São José dos Campos (SP), uma das turmas que no dia 06/11/2009 tiveram a oportunidade de aprender sobre a Mata Atlântica nas trilhas de fragmento de mata preservada em Jacareí (SP), que pertencente à Prefeitura.

Os estudantes ficam fascinados quando entram na mata e se interessam muito em aprender como funciona um ecossistema, as relações das plantas e animais. Nada escapa da atenção deles. Geralmente são eles que visualizam os bichos mais fascinantes na trilha, como um inseto camuflado sobre o tronco de uma árvores ou um pequeno vertebrado e fazem perguntas sobre o animal localizado. Então, o monitor está preparado para explicar sobre a função ecológica do bicho, sua relação com as plantas e outras curiosidades.

Os fragmentos de floresta que ainda restam próximos aos centros urbanos, mesmo pequenos, não importa o tamanho, servem com uma verdadeira sala de aula para levar os estudantes. Estas atividades ao ar livre contribuem muito para o aprendizado e estimula os jovens a se interessam em defender as matas que ainda restam, pois descobrem na prática, vêem com os próprios olhos, que estão cheias de vida, abrigam uma fabulosa diversidade de plantas e animais.

Só é possível proporcionar estes benefícios para a sociedade quando conseguimos apoio de empresas como a Johnson & Johnson, que acredita na seriedade do nosso trabalho, feito com critérios científicos e sob orientação de especialistas, e está patrocinando este projeto em São José dos Campos para podermos atender 4 mil estudantes de escolas públicas por ano em trilhas interpretativas de Mata Atlântica.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Projeto do Instituto Rã-bugio atrai forte interesse das escolas

(Clique sobre a imagem para ampliá-la)

O projeto de educação ambiental do Instituto Rã-bugio em trilhas interpretativas da Mata Atlântica (para os estudantes valorizarem a natureza) atrai forte interesse das escolas de todos os lugares e saturou a agenda de visitações de escolas. Não há mais vagas para este ano de 2009.

Na trilhas da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim (SC) e Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaguará do Sul (SC), já foram atendidas nas últimas semanas ou estão agendadas para este mês de novembro/2009 escolas dos seguintes municípios catarinenses: Itajaí, Navegantes, Bombinhas, Laguna, Criciúma, Tubarão, São Bento do Sul, Joinville e Blumenau. Até escolas de Curitiba já foram atendidas neste semestre.


Grupo de estudantes da turma da Professora Andreia Bazzo, da Escola Estadual Professora Paulina Gaya, de Navegantes (SC), sendo atentidos nas trilhas da RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim, no dia 04/09/2009

Estudantes da Escola Estadual Professora Paulina Gaya, de Navegantes (SC)Adicionar imagem
Estudantes da Escola Estadual Professora Paulina Gaya, de Navegantes (SC)

As equipes de São José dos Campos (SP) e Jaraguá do Sul (SC) estão atendendo mais de 200 estudantes por dia, quando as condições meteorológicas permitem. Estamos nos estruturando para passar a atender, pelo menos, 300 estudantes por dia. O que deverá ocorrer em breve.

O atendimento nas trilhas é gratuito. Mas as escolas de municípios distantes devem pagar o fretamento de ônibus. Os projetos de patrocínio do Instituto Rã-bugio só pagam o fretamento de ônibus para as escolas PÚBLICAS locais – Jaraguá do Sul (SC), São José dos Campos (SP) e municípios vizinhos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Adolescentes de S. José dos Campos (SP) descobrem e se encantam com a Mata Atlântica na Reserva Ecológica Augusto Ruschi.

Estudantes encontram um sapo no pátio das instalações da Reserva Ecológica. Na foto acima, a Elza mostra que o sapo não espirra "leite" nas pessoas.

Muito atentos, os estudantes anotam tudo

Estudantes às margens de um riacho no meio da mata recebendo explicações sobre a importância das áreas preservadas para a proteção dos rios


Estudantes observam as enormes capsulas de sementes do Embiruçu

No dia 20/10/2009, atendemos 110 estudantes da Escola Estadual Marechal Rondom, de São José dos Campos. São alunos da 7a. série de 3 turmas.

Foi um grupo de adolescentes bastante motivados e curiosos para conhecer a riqueza de biodiversidade da Mata Atlântica. Foram os próprios alunos que acharam os animais na trilha, como uma espécie rara de um pequeno lagarto (nome científico: Placosoma glabellum)

A Reserva Ecológica Augusto Ruschi é uma área bem preservada de Mata Atlântica com 245,7 hectares que foi comprada pela Prefeitura de São José dos Campos no ano de 1902, com o propósito proteger as áreas de mananciais.

Há mais de 30 anos a Reserva dispõe de trilhas interpretativas para atividades de educação ambiental das escolas. O que é supreendente. Porém, o local era mais utilizado pelas escolas particulares e geralmente para recreação.

Neste projeto patrocinado pela Johnson & Johnson chegou a vez das escolas públicas serem beneficiadas. Mas com uma diferença muito importante: os estudantes vão usar as trilhas para aprender sobre a Mata Atlântica, com ênfase sobre os serviços ambientais (proteção dos recursos hídricos) e biodiversidade.

As atividades são monitoradas por profissionais treinados. As turmas são dividas em pequenos grupos que acompanham cada um dos monitores nas trilhas. São 2 horas e meia de atividades para cada turma. Mas o professor continua desenvolvendo em sala de aula o que foi observado nas trilhas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sala de aula no meio da Mata Atlântica em São José dos Campos (SP)

Estudantes da Escola Estadual Marechal Rondon, de São José dos Campos (SP), impressionados com o desconhecido e atentos às explicações de Elza Nishimura na trilha interpretativa da Reserva Ecológica Augusto Ruschi


Hoje, 19/10/2009, foi um dia muito especial para o Instituto Rã-bugio e também um dia inesquecível para um grupo de 50 estudantes da Escola Estadual Marechal Rondom, de São José dos Campos (SP).


Atendemos nas trilhas interpretativas da Reserva Ecológica Augusto Ruschi a nossa primeira turma de estudantes do projeto de educação ambiental patrocinado pela Johnson & Johnson. É um marco histórico para o nosso projeto. É o primeiro grupo de estudantes que atendemos fora de nossa base.

Foi uma turma empolgada e muito interessada em conhecer a biodiversidade da Mata Atlântica. A estrela foi a nossa convidada de honra, a irmãzinha de um dos alunos, que tem apenas 8 anos (veja a história na postagem abaixo). Foi ela que encontrou mais bichos (insetos) na trilha e, muito entusiasmada, era insistente para compartilhar com todos a experiência que estava tendo ao descobrir como a natureza é maravilhosa.

Estudantes conhecendo a riqueza da biodiversidade de uma floresta preservada de Mata Atlântica

Nós, da equipe do Instituto Rã-bugio, estamos muito satisfeitos e orgulhosos ao observar o brilho nos olhos das crianças e o encanto delas ao entrarem nas trilhas de uma floresta bem preservada de Mata Atlântica e observarem as gigantescas árvores e a beleza de plantas como o xaxim e as inúmeras espécies de aves.

sábado, 17 de outubro de 2009

Professores e alunos entusiasmados para conhecer a Mata Atlântica em São José dos Campos, SP

Estudantes de escola pública EMEF Profª. Vera Lúcia C. Barreto, de São José dos Campos (SP) sendo preparados para as atividades ao ar livre (interpretação de trilhas) na Reserva Ecológica Augusto Ruschi.


Nesta semana estamos iniciando o projeto de educação ambiental “Mata Atlântica é Qualidade de Vida” em parceria com as escolas públicas de São José dos Campos (SP), que é patrocinado pela Johnson & Johnson.

Neste projeto de São José dos Campos estamos replicando uma experiência bem sucedida acumulada nos últimos 10 anos em atividades de interpretação de trilhas em áreas preservadas envolvendo as escolas de Santa Catarina, que já atendeu mais de 25 mil estudantes.

Fomos surpreendidos pela calorosa recepção dos diretores, professores e alunos. Estávamos um tanto apreensivos porque não somos ainda muito conhecidos em São Paulo e prevíamos alguma dificuldade no início para conquistar a confiança dos diretores e professores.

No entanto, todos ficaram encantados quando nosso projeto foi apresentado. Ficaram mais empolgados ainda quando souberam que o nosso projeto patrocinado pela Johnson & Johnson vai pagar até o fretamento dos ônibus e beneficia todos os alunos (de 5ª a 8ª série).

O entusiasmo foi tanto a ponto de uma professora se emocionar com o nosso projeto. Disse que há anos sonha em levar seus alunos para desenvolverem atividades em alguma área preservada de Mata Atlântica (interpretação de trilhas) mas nunca conseguiu os recursos para o fretamento de ônibus. É uma escola frequentada por estudantes pobres, em sua grande maioria.

Na palestra de preparação da primeira turma para as atividades ao ar livre, teve um aluno da 5ª série, com 11 anos, que derreteu os corações da equipe do Inst. Rã-bugio (Elza e Sibele). Cheio de empolgação e muito meigo, perguntou se poderia levar também sua irmãzinha de 8 anos. Aí, a professora interferiu e perguntou-lhe: “Mas quem vai cuidar dela?” Ele respondeu: “Eu cuido...”.
Estudantes de escola pública EMEF Profª. Vera Lúcia C. Barreto, de São José dos Campos (SP), sendo preparados para as atividades ao ar livre (interpretação de trilhas) na Reserva Ecológica Augusto Ruschi.

As atividades serão desenvolvidas na Reserva Ecológica Augusto Ruschi (antigo horto florestal), uma área preservada de 245,7 hectares pertencente à Prefeitura que fica a 14 km do centro de São José dos Campos e que dispõe de trilhas interpretativas há mais de 30 anos. A área preservada foi comprada pela prefeitura em 1902 com o propósito de proteger os mananciais. Portanto, engana-se quem acha que esta compreensão dos serviços ambientais prestados pelas áreas preservadas é novidade.

Atualmente a reserva é administrada pela Secretaria de Meio Ambiente de São José dos Campos (SEMEA), que também é parceira do projeto.

Temos que elogiar a empresa Johnson & Johnson por proporcionar este benefício tão importante para comunidade.

sábado, 3 de outubro de 2009

Crianças são fascinadas pelos animais da Mata Atlântica

Com apoio da Elza, estudantes observam uma serpente jovem da Mata Atlântica dormindo tranquilamente com o corpo enrolado sobre as raízes de uma embaúba.

As atividades de educação ambiental nas trilhas interpretativas são fascinantes para as crianças. Tudo desperta muita curiosidade. Com certeza, a partir do momento que elas passam pelas trilhas começam a ter outra visão sobre o nosso Planeta, compreender melhor a natureza e a formar valores para aceitar que outros organismos têm direito a vida.

As crianças da foto são da Escola Municipal de Ensino Fundamental ALBANO KANZLER de Jaraguá do Sul (SC) e as ativdades fazem parte do projeto “Educação Ambiental para a sustentabilidade”, financiado pelo FEPEMA - Fundo Especial de Proteção ao Meio Ambiente de Santa Catarina.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Demonstração de Amor pela Vida: Libertou um gaturamo da gaiola

Gaturamo que foi salvo por uma jovem estudante de biologia que ama a natureza (clique sobre a imagem para ampliá-la)

Na semana passada, durante o intervalo das atividades de interpretação de trilha, na RPPN Santuário Rã-bugio, quando atendíamos uma escola pública de Navegantes (SC), uma de nossas estagiárias, acadêmica de Biologia, contou-nos uma história bastante motivadora sobre sua atitude corajosa que nos encheu de orgulho, pois é uma prova de que esta jovem estudante realmente ama a natureza.

Ela estava passeando com a família na Vila da Glória, em Joinville (SC). E na frente de uma residência ela presenciou um crime ambiental: um gaturamo (Euphonia violacea), passarinho da Mata Atlântica, preso e se debatendo muito em uma gaiola com um alçapão armado, que ela tratou de fotografar (veja a foto acima). O gaturamo estava com parte próxima ao bico sangrando e muito machucada de tanto que se debatia na gaiola, tentando escapar.

Como o infrator não deu as caras, ela não hesitou em dar a liberdade imediata para o gaturamo. Em seguida, estraçalhou o alçapão e a gaiola e jogou tudo no meio do mato.

O gaturamo é uma ave que não sobrevive muito tempo na gaiola, porque precisa de uma alimentação muito especial que só encontra nas matas bem preservadas. Portanto é uma crueldade muito grande mantê-lo preso. A gaiola é a morte certa em poucas semanas.

É adaptado para se alimentar quase que exclusivamente de frutos. Raramente come insetos. É uma ave altamente evoluída para se alimentar somente de frutos de polpa bem macia. Não tem papo e a moela é degenerada, ou seja, possuem baixa capacidade de processamento mecânico dos alimentos ingeridos. O alimento é pouco aproveitado e eliminado poucos minutos após a ingestão.