sábado, 19 de janeiro de 2019

A fé combinada com a natureza. Corupá (SC) poderá ser a Aparecida do Sul.



Corupá (SC) poderá ser a Aparecida do Sul. A fé combinada com a natureza. Aparição de Jesus e Maria em uma gruta para 3 meninas há 100 anos vem atraindo cada vez mais visitantes ao local para manifestações religiosa

Foi no cenário de grande beleza natural da Serra do Mar, uma gruta numa rocha de granito escavada pela água e uma linda cachoeira ao lado que, em 1917, EMMA HELLER com 12 anos, sua irmã ADELE HELLER com 10 anos e a prima delas, ELVIRA ENDLER com 8 anos, viram a imagem de Nossa Senhora Aparecida e Jesus Cristo, quando as duas irmãs foram mostrar a gruta e linda cachoeira para sua prima Elvira de São Bento do Sul (SC), que estava visitando a família.

Emma Heller casou aos 23 anos com Jacinto Packer, 21 anos, em 26/10/1929 e tiveram 8 filhos. Um dos filhos do casal, Norivaldo Packer, 76 anos, dentista aposentado, foi quem resgatou esta história. Ele mobilizou a comunidade que construiu um pequeno Santuário com uma infraestrutura para visitação. A cada ano vem crescendo o número de visitantes. No dia 12 de outubro é feita uma procissão para o local, partindo do centro de Corupá o percurso é de 12 km até a gruta. Elza e eu visitamos o local no dia 11/01/2019. Vejam as fotos.

Estou escrevendo esta história porque tem tudo a ver comigo. As três meninas videntes são minhas primas por parte de suas mães Julia e Amalia, que são WOEHL, irmãs de meu avô Gregório Woehl. Eu só soube recentemente que minha tia avó Julia Woehl, que chegou ao Brasil aos 3 anos de idade, tinha ido morar em Corupá. Encontrei sua sepultura lá, no Cemitério Municipal da Estrada Isabel (Rota das Cachoeiras), muito bem cuidada pelo meu primo Norivaldo Packer. Nos últimos 20 anos, passei centenas de vezes por este cemitério e pelo local onde ficava a residência deles, no final da Rua Felipe Schmidt e não imaginava que minha tia viveu e estava sepultada ali. E descobri que todos HELLER de Corupá são meus parentes.

EMMA e ADELE Heller são filhas de Julia Woehl Heller x Rudolf Heller. Julia é minha tia-avó, filha de meus bisavós Gregor Wohl e Mathilde Schwedler. Julia nasceu em 20/02/1873 na vila de Wiesenthal n. 140, Gablonz, Boêmia chegou ao Brasil, em São Bento do Sul (SC) aos 3 anos e Rudolf Heller aos 23 anos. Ele também veio da Boêmia, da vila de Wernstadt, 83 km a oeste da vila de Wiesenthal onde Julia nasceu. Eles casaram em São Bento do Sul em 22/11/1902 e foram morar em Corupá, na Estrada Isabel, Rota das Cachoeiras, onde cultivavam bananas e laranjas, frutas que eram utilizadas para fabricação de doces (musse) que o casal vendia em São Bento do Sul.

ELVIRA Endler é filha Amália Woehl Ender x Reinhold Endler. Amália também é minha tia avó, filha de Gregor Wohl. Elvira casou aos 19 anos com o alfaiate e viúvo Evilasio Borges de Aquino, 32 anos, em 29/11/1930 passando a se chamar Elvira de Aquino. O casal teve 4 filhos: Amália Lia (nascida em 1931), Nelson Osni (nascido em 1933), Mario Gervásio (nascido em 1935) e Anete Mirta (nascida em 1939). Elvira nasceu em São Bento do Sul em 26/09/1911, mas seu registro de nascimento foi feito com mandato judicial somente a 14 dias antes de seu casamento, em 14/11/1930. Faleceu aos 77 anos, em 30/05/1987. Morou na rua Gregório Woehl, em São Bento do Sul (SC). Foi Elvira quem doou para o museu da cidade os objetos pessoais de meu bisavô Gregorio Woehl.

ADELE Heller nasceu em 29/09/1906 e casou em 26/02/1927 aos 21 anos com Eugênio Schneider, 22 anos, nascido em Itaiópolis (SC), filho de Pedro José Schneider e Luiza Pereira de Carvalho, da Moema. Após casar com o Itaiopolense Eugenio Schneider, Adele foi morar na Moema, em Itaiópolis. Quando o pai Rudolf morreu, novo ainda, Adele voltou para Corupá com a família para cuidar da minha tia Julia Woehl Heller e ficou cuidando até ela morrer,  em 12/12/1843 aos 71 anos. Então, Adele e família se mudaram para Rio Negrinho onde ela morreu nova ainda, em 08/04/1957, aos 50 anos, de problemas no coração. Segue o registro de óbito. Teve 8 filhos: Walfrido nascido em 1927, Edithe nasc.1937, Maria de Lourdes nasc. em 1939, Eurides nasc.1940, Anacleto nasc.1941, Bráulio nasc.1945, Julia Jacyra nasc.1947 (tinha 10 anos quando Adele faleceu) e Wilson Celso nasc.1951 (ti

nha 6 anos quando Adele faleceu).

O itaiopolense Eugenio Schneider teve os seguintes irmãos: Cecília Schneider casada com Olimpio Souza Freitas, Elvira Schneider casada com Roberto Zimm, Anita casada com Davet, Arthur Schneider casado com Luiza de Souza (foi testemunha de casamento de Adele x Eugenio aos 19 anos), Hercílio Schneider casado com Anizia Prochera, Lauro Schneider e Pedro José Schneider (Pedrinho Schneider) casado com Sibila Wojciechovski. Anita e Pedrinho Schneider foram vizinhos de minha família em Itaiópolis.

Germano Woehl Jr


Saiba mais sobre as famílias das adolescentes (família Woehl) que tiveram a visão da Nossa Senhora Aparecida em Corupá, em 1917

https://www.facebook.com/germano.w.junior/posts/10156439794970365
 

http://ra-bugio.blogspot.com/2018/07/historia-da-familia-woehl-da-linhagem.html

A história da aparição de Jesus e Maria pode ser lida nesta matéria do Jornal de Corupá

http://www.jornaldecorupa.com.br/?p=7661

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Jaraguá do Sul, Santa Catarina
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Adele Heller, uma das 3 videntes de Jesus e Maria, em seu casamento com Eugênio Schneider em 26/02/1927. Adele tinha 20 anos e Eugenio, 22 anos. Eugenio nasceu em Itaiópolis (SC). 


Familia de Adele Heller e Eugenio Schneider. Pessoas na foto da esquerda para a direita:  Anacleto, Edithe, Walfrido, Maria de Lourdes, Bráulio, Eurides, sentados: Júlia,  ADELE HELLER, Wilson e EUGÊNIO SCHNEIDER. Foto cedida por Maria de Lourdes Schneider
Casamento de Elvira Endler com o alfaiate Evilasio Borges de Aquino em 29/11/1930. Ela com 19 anos e ele, viúvo, com 32 anos.
Jacinto Packer e Emma Packer (nasc. Woehl)
Filhos de Elvira (Endler) de Aquino (da esquerda para direita): Anete Mirta de Aquino (nascida em 1939), Mario Gervásio de Aquino (nascido em 1935), Amália Lia de Aquino (nascida em 1931) e Nelson Osni de Aquino (nascido em 1933).
Família de Gregor Wöhl e Mathilde Schwedler, que chegaram ao Brasil em 1876

Pessoas na foto: 1 menino Emilio Henrique Woehl, 2 AMALIA WOEHL, 3 JULIA WOEHL, 4 Gustavo Woehl, 5 Roberto Woehl. Sentados:meus bisavós, Mathilde Schwedler e Gregor Wöhl, e Estephania Woehl. 
OBSERVAÇÕES: 1) Meu avô Gregório Woehl e seu irmão André Antonio Woehl não estão na foto porque já tinham casado e foram morar no Avencal, Mafra (SC); 
2) Esta foto deve ser de 1901, pelas evidências que levantei.
Assinatura de Rudolf Heller e Julia Woehl Heller no registro de casamento realizado em 23/11/1902 em São Bento do Sul (SC). Ele com 25 anos e ela com 29 anos.
Foto do Jornal de Corupá
Foto do Jornal de Corupá
Foto do Jornal de Corupá
Norivaldo Packer, 76 anos, filho de Emma Packer, responsável pelo resgate da visão de sua mãe quando ela tinha 13 anos. Ele é conhecido em Corupá como Sr. Nori. Foto do Jornal de Corupá