quinta-feira, 19 de julho de 2018

Contato com a Natureza com recursos do Fundo para Infância e Adolescência FIA

CMDCA – Conselho Municipal dos direitos da criança e do adolescente de Jaraguá do Sul (SC) selecionou o projeto de educação ambiental “Água e Biodiversidade da Serra do Mar” do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade que atenderá em atividade educativas ao ar livre, em contato com a natureza, 3 mil estudantes e 150 professores da rede publica de ensino de Jaraguá do Sul.

A duração do projeto será de 12 meses. As atividades terão início no próximo mês de agosto. O objetivo é proporcionar conhecimento cientifico para os estudantes sobre a biodiversidade local e os serviços ambientais da Mata Atlântica, como a conservação dos recursos hídricos e a proteção das encostas da Serra do Mar.

O projeto atua em parceria com os professores. Para ajudar a fixar os conhecimentos adquiridos nas atividades prática em contato com a natureza serão fornecidas duas cartilhas para os estudantes após as atividades práticas, uma sobre a Mata Atlântica e outra sobre as espécies de anfíbios da região Norte de Santa Catarina.

Uma questão da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2011 sobre temática ambiental foi extraída do conteúdo dessas cartilhas que está publicado integralmente no site do Instituto Rã-bugio que foi citado como referência. Até hoje é muito acessado pelos estudantes de todo o Brasil que se preparam para o ENEM.

Além contribuir para o aprendizado o contato com a natureza proporciona também benefícios para a saúde mental dos estudantes, combatendo transtornos do défict de falta de atenção e hiperatividade, conforme revelam estudos científicos realizados nos Estados Unidos.


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Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul, SC
http://www.ra-bugio.org.br/

Aquisição de áreas preservadas de Mata Atlântica e criação de reservas (RPPN) para salvar as nascentes do rio Itajaí
http://www.ra-bugio.org.br/areasprotegidas.php?id=13

Acompanhe nosso Projeto de Educação Ambiental nas escolas para salvar a MATA ATLÂNTICA
http://www.ra-bugio.org.br/educacaoambiental.php

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domingo, 15 de julho de 2018

História da família WOEHL, da linhagem de Gregor Wöhl & Mathilde Schwedler


 
PESSOAS NA FOTO: 1 menino Emilio Henrique Woehl, 2 Amalia Woehl, 3 Julia Woehl, 4 Gustavo Woehl, 5 Roberto Woehl. Sentados:.meus bisavós, Mathilde Schwedler e Gregor Wöhl, e Estephania Woehl.
Pela idade que Estephania aparenta ter, uns 14-15 anos (nasceu em 21.09.1886) e o menino Emilio Henrique, 12 anos, esta foto foi tirada em 1901. Considerando que Emilio Henrique, nascido em 11.12.1888, morreu aos 17 anos, em 18.02.1906, vítima de disparo de arma de fogo acidental de um dos convidados em uma festa de casamento. O convidado Oswaldo Binner foi armado ao casamento e durante a festa sua pistola de dois canos caiu do bolso do paletó disparando os dois tiros que acertaram a barriga de Emilio Henrique que estava próximo.


O casal Gregor Wöhl e Mathilde Schwedler, ambos com 29 anos, e suas três crianças, Gregor (7 anos, meu avô), Andreas (5 anos, que teve o nome mudado para Andre Antonio) e Julia (3 anos) partiram de sua terra natal, vilarejo de Grünwald, distrito de Gablonz, Boêmia (atual República Tcheca) e foram até o porto de Hamburgo (Alemanha), onde embarcaram para o Brasil no navio a vapor Vandalia. A viagem para cruzar o Atlântico e chegar ao Rio de Janeiro durou 25 dias. Chegaram ao Rio no dia 15/07/1876 e 5 dias depois, no dia 20/07/1876, no porto de São Francisco do Sul (SC). Eles viajaram de 3ª. classe e a principal reclamação foi que tiveram que tomar sopa de ervilhas diariamente durante estes 30 dias. No almoço e janta era sopa de ervilhas. Juraram que nunca mais colocariam na boca sopa de ervilhas. Esta viagem foi feita em navio fretado pela Sociedade Colonizadora de Hamburgo, que tinha um contrato com o governo brasileiro para assentar imigrantes europeus nas terras do patrimônio de S.A. Imperial o Príncipe de Joinville (terras do dote da Princesa Dona Francisca, filha de D. Pedro I). Naquela época, o governo incentivava a imigração de europeus como política para desenvolver a agricultura.

Mathilde chegou grávida de 5 meses de Roberto Woehl. Então, eles decidiram permanecer em Joinville e não seguir viagem imediatamente para São Bento do Sul com os outros imigrantes conforme planejado, até o Roberto nascer. A viagem de carroça para subir a Serra do Mar (serra Dona Francisca) durava 4 dias e colocava em risco minha bisavó grávida de 5 meses. Quem já andou de carroça por meia hora pode imaginar o sofrimento que é suportar as pancadas no corpo devido aos buracos e pedras durante 4 dias.

Gregor começou a procurar emprego de carpinteiro em Joinville e consegui em uma vila que estava sendo construída, mas por um salário muito baixo. Era comum explorarem a mão de obra barata (escrava) de imigrantes em desespero. A família teve que morar em um barraco em Joinville, à beira da estrada, passando muitas necessidades. Sabe-se pouca coisa sobre este período de tempos difíceis, tanto na Europa como na chegada ao Brasil porque eles não gostavam de comentar, pois sofreram muito.

Algumas semanas após o Roberto nascer, eles finalmente foram para São Bento do Sul, onde fixaram residência na Estrada das Neves. A situação de miséria persistiu por mais uns 10 anos, pelo menos. Meu avô, Gregório Woehl, foi alfabetizado, mas seus irmãos não foram.

Foi no ano da chegada deles à São Bento, 1876, a criação de uma escola que recebia subsídios de doações da comunidade, mas era necessário pagar uma pequena mensalidade. Mesmo assim, meu bisavô não teve condições de colocar seus filhos na escola.

Como se sabe, 8 anos é a idade máxima que uma criança precisa ser alfabetizada, segundo os especialistas. No entanto, meu avô Gregório, um menino que viveu a aventura de atravessar o oceano Atlântico aos 7 anos em um navio a vapor, viagem que durou 25 dias, e em seguida conheceu a exuberância da floresta tropical, ao subir a Serra do Mar, pela estrada Dona Francisca, iria dar um jeito de aprender a ler e escrever.

Para complementar a renda da família o menino Gregório, meu avô, trabalhava cuidando do quintal e jardins da proprietária de um hotel em São Bento do Sul, que tinha ficado viúva no período que meu avô trabalhava para a família. Esta mulher contratou um professor particular para dar aulas às suas crianças. Então, meu avô se escondia abaixo da janela e acompanhava estas aulas, ouvindo as palavras do professor. Certa vez, a dona do hotel o pegou em flagrante. Ficou muito comovida com a situação daquele menino pobre, percebeu que ele tinha muita vontade e interesse em aprender e permitiu que ele assistisse às aulas particulares junto com suas crianças. Foi assim que ele aprendeu a ler e escrever. Tinha uma ótima caligrafia. Nas anotações dele dá para ver que costumava misturar português e alemão, mas sem nenhum erro gramatical ou de grafia.

Neste período, ele conseguiu entrar na escola de música de São Bento do Sul. Queria aprender a tocar a gaita alemã bandoneon. Então, ia descalço porque o dinheiro não era suficiente para comprar um par de sapatos. Contou que tinha muita vergonha de ir descalço, porque era o único da sala nessas condições. As aulas eram a noite (durante o dia ele tinha que trabalhar duro). Então, ele costumava passar barro preto nos pés para disfarçar um pouco, ficar parecendo que estava usando sapatos pretos. Não se sabe quem pagava a mensalidade da escola de música, provavelmente era ele mesmo com os trocados que ganhava trabalhando para a dona do hotel. Além do bandoneon, ele aprendeu a tocar clarinete na escola de música de São Bento.

Só aos 17 anos ele conseguiu comprar um par de sapatos, com seu próprio dinheiro. A dona do hotel novamente lhe deu uma força. Ofereceu toda a área do quintal para ele fazer uma plantação de feijão e ficar com a renda da safra. Deu uma boa produção e com o resultado da venda dos feijões ele conseguiu, finalmente, ter seu primeiro par de sapatos. Foi meu próprio avô quem contou esta história para minha prima, Maria de Lourdes Reusing, que foi criada por ele e minha avó Catharina Sauer.

No local onde moravam, Estrada das Neves, tempos depois, meu bisavô Gregor Wöhl montou uma marcenaria e começou a produzir em série ataúdes (urnas funerárias). Eventualmente fabricava móveis também. Muitos parentes têm móveis fabricados por ele há mais de um século. Ele ganhou muito dinheiro com esta atividade. Tiveram mais 7 filhos no Brasil, no total, 10 filhos. Veja abaixo a relação e destino de cada um, alguns trágicos.

Meu avô, Gregório Woehl, também se tornou carpinteiro e trabalhava na construção de casas. Construía casas bem longe de São Bento. Um desses locais foi Avencal, em Mafra (SC), onde ele e seu irmão Roberto conheceram as jovens Catharina Sauer, que se tornaria minha avó, e sua irmã, Isabel Sauer, filhas de Theodoro Sauer. Meu avô Gregório e seu irmão Roberto casaram com as duas irmãs.


Porém, o primeiro emprego do meu avô Gregório Woehl foi no ramo das artes. Na juventude, ele era músico profissional. Tocava  clarinete na Banda Augustin, de São Bento do Sul, que foi a primeira banda da cidade, criada em 1876, no ano da chegada da família de meu avô. Posteriormente, ele saiu da banda e foi tentar a carreira solo, tocando bandoneon nos bailes e festas. Ele trabalhava como carpinteiro nos dias de semana e nos finais de semana ganhava dinheiro com arte, como músico. Eu acho que ele conquistou minha avó Catharina Sauer com sua arte de tocar música nos bailes e festas no Avencal, em Mafra (SC), porque se sabe que minha avó Catharina adorava ir aos bailes, festas etc.
 
O espírito empreendedor do meu avô Gregório Woehl era notável. Tinha um faro excepcional para os negócios. Não desperdiçava oportunidades de ganhar dinheiro. Começou comprando gado na região do Avencal, em Mafra-SC, e levando para São Bento do Sul para vender aos açougues e fábricas de lingüiças e salsichas. O tempo de viagem conduzindo o gado, cerca de 40 cabeças de cada vez, até São Bento era de dois dias. O açougue que comprava o gado do meu avô era de Antônio Beckert, que se tornou seu amigo. Meu avô fez isso durante 16 anos e ganhou muito dinheiro. Ele criava um pouco de gado também. Com esta atividade muito lucrativa ele conseguiu comprar cerca de mil alqueires de terra no Avencal.

Posteriormente, ele parou com o negócio de compra e venda de gado e decidiu comprar a serraria de seu irmão, Roberto Woehl, e um sócio, Sebastião Sauer. Teve muita dificuldade para pagar, mas conseguiu. No início, operava a serraria com apenas um empregado. Após o expediente, no período noturno, ele continuava serrando e minha avó, jovem na época, entrava em ação, já que eram necessárias duas pessoas para serrar as toras. Algumas vezes trabalhavam até de madrugada. Tiveram que trabalhar duro desta forma, dia e noite, para pagarem as parcelas da compra da serraria para seu irmão Roberto e o sócio Sebastião Sauer, que vencia sempre no dia 16 de cada mês e o Roberto era rigoroso com este prazo.

Após este sufoco para quitar a dívida da compra, ele administrou bem esta serraria e ganhou muito dinheiro. Quando ele morreu, deixou um estoque grande de madeira serrada, pronta para ser vendida. Ele continuou trabalhando na serraria junto com os empregados, que eram nove no total. Aos 79 anos, um pouco antes de adoecer e morrer (pneumonia), ele ainda trabalhava na serraria. Certa vez, vieram compradores de madeira de Joinville e ele foi atendê-los, com chapéu e ombros cobertos de serragem, usando roupa de serviço e calçando sandálias. Os compradores perguntaram: “Gostaríamos de falar com Gregório Woehl”. Ele respondeu: “Sou eu mesmo”. Mas os compradores ainda ficaram com dúvidas ao encontrá-lo naquela situação e mudaram a pergunta: “Gostaríamos de falar com o dono da serraria”. Ele repetiu a resposta: “Sou eu mesmo”.

Para o funcionamento dos motores da serraria tinha geração própria de energia elétrica, em uma pequena central hidrelétrica no rio da Areia, que passava ao lado da serraria. A energia elétrica gerada na propriedade era fornecida também para a residência, que era a única do Avencal a ter este conforto naquela época.

Meu avô Gregório Woehl tinha também na propriedade uma casa comercial de secos e molhados, isto é, que vendia de tudo, desde tecidos e ferramentas até itens de alimentação e bebidas. Quem atendia era minha avó Catharina Sauer Woehl e meu tio Hipólito Woehl, o filho mais novo de meus avós. Minha avó é quem administrava a casa comercial e viajava até Joinville para comprar os itens que comercializava. Já existia trem nesta época e a estação ficava próxima, no Tingui. Quando meu tio Hipólito casou, minha avó não conseguia mais conciliar as atividades da casa comercial com os afazeres domésticos, porque ela tinha que fazer almoço para os nove empregados da serraria. Então, decidiram encerrar as atividades.

Um fato bem marcante sobre o espírito empreendedor do meu avô ocorreu por ocasião de suas visitas à sua irmã, Julia Woehl Heller, em Corupá (SC). Julia casou com Rudolf Heller e trabalhavam com bananicultura na Estrada Felipe Schmidt, Rio Novo, Rota das Cachoeiras. Para meu avô deve ter sido uma grande novidade as plantações de banana em Corupá. Sem entender nada de bananicultura ele conseguiu enxergar na atividade uma oportunidade de negócios. Fornecer cavalos para os produtores de banana. Ele deve ter conversado com os bananicultores e percebido a dificuldade deles em adquirir bons cavalos. Montou uma criação de cavalos na localidade de Bituva, Mafra (SC), em uma área 500 alqueires que comprou da sogra e cunhados. Chegou a produzir 85 potrilhos por ano e vendia todos para os bananicultores de Corupá. Ele tinha tudo anotado, era bem organizado.

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GREGÓRIO WOEHL (15/12/1869 – 24/07/1949, morreu aos 79 anos) e CATHARINA SAUER (25/06/1875 – 01/06/1964, morreu aos 89 anos) viveram no Avencal, Mafra-SC e tiveram 8 filhos: Matilde Woehl Bauer (1895-1938), Francisca Woehl Heyse (1898-1982), Germano Woehl (20/10/1901-13/08/1973), Elfrida Woehl Heyse (11/06/1903-1990), Antonio Woehl (1906–1996), Narcisa (Sisa) Woehl Kosteski (09/02/1909- 24/05/1994, morreu aos 85 anos), Herminia Woehl Ferreira (1910 – 2014, morreu aos 104 anos), Hipólito Woehl (12/04/1918 – 27/11/2001).

CATHARINA SAUER (25/06/1875 – 01/06/1964, morreu aos 89 anos). Nasceu em Rio Negro (PR). Filha de Theodoro Sauer (1844 – 01/09/1889, morreu aos 45 anos) e Christina Hack (1854 – 24/06/1933, morreu aos 80 anos). Theodoro Sauer e Christina Hack casaram em 1869

Pais de Christina Hack: Nicolao Hack e Catharina Clemens

Nicolao Hack nasceu em 1827 na Prússia Renana (Rheinpreußen), também conhecida como Província do Reno, divisão geopolítica do Imperio Alemão (Kaiserlich Deutsches Reich), que existiu entre 1822 e 1946. Foi a província mais ocidental do Reino da Prússia. Atualmente este território pertence à Alemanha e Bélgica. Nicolao Hack morreu em 09/10/1896, no Avencal em Mafra-SC, localidade que nesta época pertencia a Rio Negro (PR).

Catharina Clemens nasceu em 22/09/1832, em Rio Negro (PR). Filha de Joannes Clemens, (nascido em 1811, Gerolstein, Rhineland-Palatinate, Alemanha) e Christina Sauer (nascida em 1812 na Prússia Renana (Rheinpreußen), território que atualmente pertence à Alemanha e Bélgica)

Joannes Clemens é filho de Petri Clemens e Margarethae Jarding
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ESCOLA - EDUCAÇÃO BÁSICA

Meus bisavós, Gregor Wöhl e Mathilde Schwedler, tratavam com muito carinho os netos, as crianças, filhos de Gregório Woehl. Meu pai e tias que quando adultas casariam com Heyse e Bauer tinham quartos reservados só para eles em São Bento do Sul (SC), onde ficaram morando por 4 anos para estudar na escola alemã, Kolumbus Schule, e na escola de música. Eles foram alfabetizados no idioma alemão, nesta escola alemã de São Bento, que foi criada e mantida com dinheiro de doações e ação voluntária da comunidade são bentense.

Germano Woehl, meu pai, aprendeu a ler, escrever e falar alemão nesta escola, assim como suas irmãs mais velhas. Já os irmãos mais novos não tiveram tanta sorte, porque o governo criou uma escola pública na comunidade do Avencal. A professora não dominava a técnica de alfabetizar crianças. Minha tia, Francisca Woehl Heyse, que casou e já morava na Moema, em Itaiópolis, observou que seu irmão caçula, meu tio Hipolito Woehl, não estava conseguindo aprender a ler e escrever naquela escola. Então, ela levou o menino para a Moema, porque lá tinha uma escola que funcionava, por causa de um excelente professor, chamado Fábio, que sabia alfabetizar as crianças. E graças a esta atitude, seu irmãozinho, meu tio, aprendeu a ler e escrever na idade correta.

Meu avô dominava bem tanto o idioma alemão como o dialeto bairische, a língua materna da família. Minha avó, Catharina Sauer, falava somente alemão, sua língua materna. Apesar de ter nascida no Brasil, aos 20 anos ela ainda não falava português. O que não era problema para se comunicar com nosso avô. Mais tarde ela aprendeu a falar português.

Por ironia do destino, a família aprendeu a língua alemã aqui no Brasil, já que falavam somente o dialeto bairishe.

ESCOLA DE MÚSICA

Meu pai, Germano Woehl, foi o único que não se interessou pela arte da música, na escola de música de São Bento.

Tia Matilde Woehl Bauer aprendeu a tocar cítara
Tia Frida (Francisca) Woehl Heyse aprendeu a tocar violino
Tio Antonio Woehl (meu padrinho) aprendeu a tocar saxofone – Era o único da família com o dom de cantar. Quando não tocava, ele cantava.

Meu avô Gregório Woehl tocava muito bem a gaita alemã bandoneon (parecida com acordeon) também conhecida como harmônica, que aprendeu a tocar também na escola de música de São Bento, conforme foi contado no inicio do texto. Com frequência eles (pai e filhos) tocavam juntos após o jantar. Às vezes, meu avô tocava nos bailes também, na localidade onde moravam, no Avencal, Mafra (SC)

SOBRE O CURSO p/FABRICAR LINGUIÇA que meu avô mandou meu pai fazer em São Bento

Meu avô queria que meu pai, Germano Woehl, adolescente, tivesse uma profissão. Então, mandou ele para São Bento para aprender a técnica de fazer linguiças, salsichas, embutidos em geral com Antônio Beckert, dono do açougue que comprou gado dele durante 16 anos, com quem meu avô estabeleceu uma relação de amizade. Meio contrariado, ele foi. Ficou em São Bento algumas semanas, aprendendo este ofício, que meu avô tanto insistiu. E aprendeu direitinho. Ele ficou hospedado na casa do nosso bisavô, Gregor Wöhl, no quarto exclusivo reservado para ele da época de estudante. Quando terminou o curso, ele desabafou para meu avô: “Olha, não quero saber desse negócio de fabricar salsichas. Não gosto de lidar com isso. Quero fazer outra coisa... “. Contudo, sempre que meu avô matava um boi ou porco, era meu pai que entrava em ação para fabricar os mais variados tipos de salsichas e linguiças. Seguia a risca as receitas, os temperos e demais ingredientes. Pesava tudo meticulosamente para preparar a massa.

Quando era jovem e solteiro, meu pai Germano Woehl foi lidar com agricultura nas terras do meu avô. Depois montou um moinho de trigo, que manteve até 1940, pelo menos. Dois anos após ter casado virou apicultor, tornando-se um grande produtor de mel. Em 1939 ele registrou uma declaração que começou com apicultura em 1925, aos 24 anos. Montou também uma marcenaria no Avencal em Mafra (SC) para o cunhado Fani de Almeida (irmão de sua primeira mulher) tomar conta. Em 1943, juntamente com um sócio, Domingos Sillos Corrêa, montaram uma serraria e laminação na localidade de Leonel em Mafra (SC). Algum tempo depois desistiu desta empresa. Em 1944 abriu outra serraria e laminação em Itaiópolis (SC), quando ainda mantinha a atividade de apicultura de acordo com os registros contábeis de 1948 e 1949 (a apicultura foi incorporada na empresa). Abriu também outra madeireira em Borazópolis (PR), cuja administração ficava por conta de seu filho Joel Woehl. Antes de ir para Itaiópolis ele chegou a ser sócio de Baltazar Mitterer em outra serraria no Avencal em Mafra (SC). O problema de se aventurar em tantos negócios é que às vezes precisa recorrer ao meu avô para empréstimos para o financiamento ou equilibrar as contas. Na contabilidade da empresa dos anos de 1948 e 1949, consta devolução mensal de empréstimo ao meu avô Gregório Woehl no valor de Cr$ 47.830,30 (Cr$ é a moeda da época, Cruzeiros “antigos”) e a outro investidor de nacionalidade italiana, amigo da nossa família, Giulio Carotta, no valor Cr$ 57.317,40 Cruzeiros. Totalizando estas parcelas mensais pagas nota-se que eram somas consideráveis, que meu pai devolveu ao longo de dois anos.

A família irmãos e cunhados (empresários de sucesso) do meu pai Germano Woehl avaliaram que duas coisas o fizeram quebrar. Esta madeireira em Itaiópolis e meu irmão Joel Woehl ter ficado doente, que estava sendo preparado para ser o sucessor. O Joel cuidava da madeireira em Borazópolis (PR), que estava indo muito bem, quando ficou doente de forma irreversível (transtorno mental). Nossos tios diziam que nosso pai nunca deveria ter abandonado a apicultura. Ele estava fazendo fortuna com o negócio de mel. Até exportava mel e abastecia o mercado interno de grandes centros consumidores, como o Rio de Janeiro. Ganhava muito dinheiro. Então resolveu encerrar a atividade e investir nesta madeireira em Itaiópolis, que só lhe deu prejuízo. Quanto ao moinho do meu pai Germano Woehl, uma correspondência datada de 19/12/1940 (veja nas imagens) de uma empresa do setor de alimentos do Rio de Janeiro, Sociedade Comercial de Alimentação Ltda, revela as dificuldades do meu pai com esta atividade. O cliente, respondeu que passou a importar centeio em grãos da Argentina porque era mais barato. Meu pai vendeu este moinho mais tarde.

Outra atividade que contribuiu também para ele ter perdido muito dinheiro foi ter entrado no negócio de mentol, ou seja, extração de óleo de hortelã. Ele comprou uma extensa área em Apucarana-PR e fez uma grande plantação de hortelã. Ele teve um sócio desonesto, que roubou ele. Ele perdeu até a extensa área de Apucarana, onde hoje fica o centro da cidade. Ele aprendeu sozinho a lidar com apicultura e usar a tecnologia para obter alta produtividade. Aprendeu lendo as matérias na revista que ele assinava na época “Chácaras e quintais”, que foi lançada em 1909 e extinta em 1971. Era o único da família que sabia ler e escrever bem.


Tanto Gregório Woehl (meu avô) como Germano Woehl (meu pai) eram pessoas bem calmas e tranquilas. Eram de poucas palavras, muito reservados. Gregório Woehl, nunca falou de negócios dentro de casa, perto da família. Sobre negócios, ele costumava trocar muitas ideias com Paulo Heyse. Quem sempre foi bem nervosinha era minha avó, Catharina Sauer. Era muito extrovertida e festeira também. Todo o aniversário era comemorado com muita festa, mandava matar até um boi para fazer uma churrascada.

Meu bisavô, Gregor Wöhl, foi responsável pela ascensão social da família, que deu apoio para todos, até para os netos. Chegou aqui, no Brasil, aos 29 anos, em estado de miséria extrema, passando fome e rapidamente passou para classe alta. Eles não gostavam de falar do passado, porque sofreram muito.

Ele nunca deixava a peteca cair. Trabalhava muito, se esforçava ao extremo para manter sempre alto o padrão de vida da família, que andava bem vestida (veja a foto da família em 1901). Nos eventos sociais, como a ir à missa os domingos, sempre vestiam uma roupa impecável.

Dá para perceber que todos recorriam a ele, até para seus netos estudarem em São Bento. Ele que sustentou por 4 anos aquele monte de criançada dos meus avós Gregório Woehl e Catharina Sauer, que foram estudar em São Bento. Certamente, meus avós não precisou gastar um centavo com os estudos do meu pai e suas irmãs e irmãos. Até a escola de música foi bancada pelo meu bisavô.

Mas em termos de superação e empreendedorismo ninguém chegou perto do meu avô Gregório Woehl. Ele deu continuidade ao esforço do meu bisavô para elevar as condições sociais da família e conseguiu ir muito além, alcançando níveis de sucesso que proporcionaram grande prosperidade para todos seus filhos usufruir. A história de meu avô Gregório Woehl deve servir de inspiração para todos.


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Jornal de São Bento do Sul (SC) publicou na época uma nota sobre a morte do meu bisavô, Gregor Wöhl, aos 78 anos, ocorrida em 01/10/1924.
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“Novamente, um dos antigos fundadores de São Bento desapareceu na paz eterna. Na quinta-feira o marceneiro Gregor Wöhl faleceu de velhice, após ter permanecido um mês na impossibilidade de deixar o leito. Por 48 anos ele trabalhou correta e modestamente em sua profissão de marceneiro e fabricante de caixões [ataúdes ou urnas funerárias]. Foi um vizinho muito popular, em paz e satisfeito, estimado por seus concidadãos, amado pelos seus familiares, e colaborou silenciosa e modestamente pelo desenvolvimento de São Bento, e placidamente ele passou à eternidade.” VZ 4/10/1924.
“Wieder ist einer der alten Mitbegründer S. Bentos zur ewigen Ruhe eingegangen. Um Donnerstag starb der Tischlermeister Gregor Wöhl na Altersschwäche, nachdem er schon monatelang ins Bett nicht mehr hatte verlassen können. 48 Jahre hat der Verstorbene recht und schlicht hier. Seine Profession als Tischler und Sargfabrikant ausgeübt. Ein wohlgelittener Nachbar, hat er in Ruhe und Frieden, geachtet von seinen Mitbürgern, geliebt von seinen Familienangehörigen an der Entwicklung São Bentos still und bescheiden mitgearbeitet und friedlich ist er hinübergeschlummert zur Ewigkeit.”VZ-4/10/1924

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Genealogia e História da Família Woehl (Wöhl)

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BISAVÓS: Gregor Wöhl e Mathilde Schwedler 
Gregor Wöhl. Nascido em 09/05/1847, filho de Andreas Wöhl e Theresia Hübner. Imigrou ao Brasil do vilarejo (aldeia) de Grünwald, Distrito de Gablonz, na Boêmia (República Tcheca), a bordo do Vapor Vandalia, chegando ao porto do Rio de Janeiro no dia 15/07/1876 e desembarcando em São Francisco do Sul dia 20/07/1876, contando à época com 29 anos. Trouxe consigo a esposa Mathilde Schwedler, nascida em 09/07/1846, natural de Johannesberg, filha de Anton Schwedler e Joana Kleinert. O casal trouxe três filhos, Gregor com 7 anos (meu avô, pai de Germano Woehl), Andreas, com 5 anos e Julia, com 3 anos. Casaram na igreja católica de Wiesenthal, Boêmia, em 25/11/1872, quando já tinham dois filhos, Gregor e Andreas, 3 meses antes da Julia nascer.


O casal morava na Estrada das Neves, São Bento do Sul (SC). Gregor faleceu aos 78 anos no dia 01.10.1924. Mathilde Schwedler faleceu aos 74 anos no dia 15/01/1921. Tiveram os filhos Gregor, Andreas, Julia, Roberto, Gustavo, Amália, Emília, Emílio, Estephania e Emílio Henrique.
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Filhos que nasceram na Boêmia (República Tcheca)

GREGÓRIO WOEHL (Gregor Wöhl). Foi meu avô. Nascido no vilarejo de Wiesenthal, distrito de Gablonz no dia 15/12/1869. Chegou ao Brasil com 7 anos. Casou em 12/01/1895 com Catharina Sauer (1875-1964, morreu aos 89 anos). Viveram no Avencal, Mafra-SC. Morreu em 24/07/1949, aos 79 anos, de pneumonia dupla.

JULIA WOEHL (Julie Wöhl). Nascida no vilarejo de Wiesenthal, distrito de Gablonz, em 20/02/1873. Chegou ao Brasil com 3 anos. Casou com Rudolf Heller em 22/11/1902 e foi morar em Corupá-SC, na Estrada Felipe Schmidth, Rio Novo (Rota das Cachoeiras), Corupá (SC), onde tinham plantação de bananas (eram bananicultores). Tiveram 2 filhos e 2 filhas: Rudolf Heller (no registro está Rudolpho Heller, mas ele assinava “Rudolf”), Wilhelm Heller, Adelia Heller e Ema Heller. Manteve seu sobrenome no nome de casada, ficando Julia Woehl Heller. Morreu aos 71 anos em 13/12/1843 de infarto agudo. Foi sepultada no cemitério da estrada Izabel. O marido da Julia, Rudolf Heller, morreu aos 53 anos, logo após o ano novo, em 02/01/1931. Portanto, Julia morreu 18 anos depois do marido. Rudolf Heller também veio da Boêmia com 23 anos, do vilarejo de Wernstadt (atual Verneřice), distrito de Děčín, que fica no sul da República Tcheca.

ANDRE ANTÔNIO WOEHL (Andreas Wöhl). Nascido no  vilarejo de Wiesenthal, distrito de Gablonz, em 09/07/1871. Chegou ao Brasil com 5 anos.Casou em 14/10/1893 com Maria Sauer, filha de João Sauer. Viveram no Avencal – Mafra (SC). Ele morreu aos 41 anos em 27.03.1913 no Avencal. Foi assassinado a sangue frio pelo concunhado, com um tiro no peito de tocaia. Seu concunhado estava inconformado com o fato do Antônio receber um terreno de herança do sogro João Sauer e ele não ganhar nada. Foi enterrado no Cemitério de Avencal, próximo da BR-280. Quando criança conseguiu a proeza de atravessar o oceano Atlântico a bordo de um navio a vapor aos 5 anos de idade, mas não conseguiu escapar da violência aos 41 anos.

Filhos nascidos no Brasil

ROBERTO WOEHL nasceu em 14.11.1876 (em Joinville) e foi batizado em São Bento do Sul em 11.02.1877 (padrinho: José Schwedler). Casou com Isabel Sauer, filha de Theodoro Sauer e irmã de Catharina Sauer que casou com Gregório Woehl. Roberto tinha uma forjaria no Avencal. Fabricava artefatos e peças de ferro (era ferreiro). Aprendeu o ofício com um ferreiro do bairro Lençol de São Bento do Sul. Veja nas fotos a frigideira de ferro que ele fabricou há 109 anos, uma verdadeira obra de arte. Morreu aos 74 anos, em 08/08/1952, de câncer no fígado.

GUSTAVO WOEHL, nascido em 16.01.1880 – batizado em 08.02.1880 (padrinhos: Henrique Keil e Catharina Denk). Casou com Clara Linzmeyer (filha de Georg Linzmeyer) em 08.07.1908 e viveu em São Bento do Sul, na Estrada das Neves

AMALIA WOEHL, nascida em 01.05.1881 – Batizada em 18.06.1882 (madrinha Anna Schwedler). Casou com Reinhold Endler em 10/01/1903. Tiveram os seguintes filhos: Rodolfo Endler, Bernardo Endler, Erica Endler, Elvira Endler, Nivaldo Endler, Hipólito Endler, Ervino Endler, Ewaldo Endler e Edmundo Endler. Viveram na Estrada das Neves, em São Bento do Sul (SC). Faleceu em 20/09/1945 de hidropisia. Sua filha, Elvira Endler, herdou a casa e objetos pessoais dos bisavós Gregor Wöhl e Mathilde Schwedler Wöhl, parte dos quais foram doados por seus descendentes para o museu de São Bento do Sul.

EMILIA WOEHL, nascida em 21.03.1884 – batizada em 27.04.1884 (padrinhos: Caetano Zimmermann e Mathildes Hübner). Morreu em 20.02.1885, com dez meses, de tosse convulsiva

ESTEPHANIA WOEHL, nascida em 21.09.1886 – batizado em 19.12.1886 (padrinhos Antonio Woehl e Carolina Woehl). Estephania casou em 08/08/1908 com Theodoro Sauer, irmão de Maria Sauer (que casou com Andre Antonio Woehl). Estephania e o marido eram donos de um salão de baile na Avencal - Mafra - SC, km 123 da BR-280, perto da Capela Santa Cruz. Depois, mudaram para Cruz Machado-PR e acabaram na miséria. Meu avô, Gregório Woehl, quando soube da situação da irmã, foi visitá-la e levou dinheiro para ajudar casal. Comentou que foi difícil chegar à casa de Estephania, teve que usar até um barco e seguir por um rio. Certamente, ele se referiu ao rio Iguaçu, que faz a divisa entre Cruz Machado e o município de Bituruna, região do Sul do Paraná, próxima de Porto União (SC).

EMILIO HENRIQUE WOEHL, nascido 11.12.1888 – batizado em 24.02.1889 morreu aos 17 anos, em 18.02.1906, vítima de uma tragédia ocorrida em uma festa de casamento, fato noticiado nos jornais da época, como Gazeta de Joinville de 03/03/1906. A festa de casamento foi realizada no sábado à noite do dia 17/02/1906, no salão de festas de José Weiss. Um dos convidados, Oswaldo Binner, foi ao casamento armado com uma pistola de dois canos levada no bolso do paletó. Durante a festa a pistola caiu do bolso do paletó e ao bater no chão disparou. Emilio Henrique estava próximo e as duas balas disparadas o atingiram na barriga. Ele morreu no dia seguinte. O registro do óbito foi feito pelo próprio pai, Gregor Wöhl, declarando que seu filho foi morto em conseqüência de dois tiros na parte ventral. Padrinhos de batizado: Henrique Keil e Theresia Kolonka. 

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Minha bisavó, Mathilde Schwedler (filha de Joseph Schwedler, tecelão), era 1 ano e 2 meses mais velha do que meu bisavô Gregor. Eles não eram casados quando tiveram meu avô Gregório e meu tio André Antonio. Por isso, o nome do pai Gregor Wohl não consta no registro de nascimento (batismo) do avô Gregório e nem do tio André Antonio (a igreja católica sempre foi rigorosa com esta questão do casamento). Casaram somente em 25/11/1872, três meses antes da tia Julia nascer. Lembrando que até o século 19 não existia cartório, era a igreja católica que fazia o registro civil de nascimento, casamento e óbito. No Brasil foi assim até o ano de 1890.

Quando conceberam meu avô Gregório, ele tinha 22 anos e ela 23 anos. Gregor Wohl nasceu em 09/05/1847 e Mathilde Schwedler em 09/07/1846. O primeiro filho que tiveram recebeu o nome do pai, GREGOR, o segundo, o nome do avô, ANDREAS.

Nos registros de batizado constam o nome da parteira e o endereço delas. Informa que são parteiras profissionais, formadas e credenciadas para a atividade (Geprüfte Hebamme). As parteiras foram diferentes para as 3 crianças. Do meu avô Gregório a parteira foi Johanna Soiblaus que residia no próprio vilarejo de Wiesenthal. Já as parteiras de Julia e André são de Maxdorf, um vilarejo adjacente. Foi o mesmo padre que fez os três registros: Ignaz Knobloch

Nas imagens tem os detalhes do mapa de Wiesenthal mostrando o lote n.140 que pertencia ao meu tetravô Franz Wöhl e posteriormente ao meu bisavô Gregor Wöhl, que veio para o Brasil. Observe o nome de Franz riscado e escrito o nome de Gregor em vermelho. O mapa em alta definição está neste link. O lote 140 está no setor K

https://archivnimapy.cuzk.cz/uazk/skici/skici/BOL/BOL541018430/BOL541018430_index.html


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 TRISAVÓS (tataravós): Andreas Wöhl e Theresia Hübner

Meu trisavô Andreas Wohl nasceu em 1812. Profissão: Carpinteiro. Casou com Theresia Hübner em 25/08/1835. Ele com 23 anos e ela com 20 anos, que casou grávida, uma vez que a primeira filha do casal nasceu menos de 3 semanas após o casamento, em 13-09-1835. O casal teve 13 filhos, sendo que 6 morreram ainda bebês.

Foram morar no vilarejo de Hennersdorf, casa n. 19, que fica bem próximo de Wiesenthal, em Gablonz. Este endereço Hennersdorf, n.19 também foi dos Woehl por décadas após esta data de casamento.

No registro de batismo de minha trisavó Theresia Hübner não consta o nome do pai, significa que ela é filha de mãe solteira. Por isso ela recebeu o sobrenome da mãe, Anna Hübner, que era viúva e filha de Joseph Hübner (tecelão) e Katharina Seibt, residentes no vilarejo de Johannesberg, n. 100.

Andreas morreu aos 57 anos em 06/02/1868 de tuberculose. Meu avô Gregório Woehl não chegou a conhecer seu avô, porque nasceu em 15-12-1869.

Filhos de meus trisavós Andreas Wöhl e Theresia Hübner, por ordem de nascimento.
Repare que eles repetiam o nome no bebê seguinte quando o anterior morria. A primeira criança, que morreu logo após o nascimento, tinha o nome da mãe da Theresia.

Maria Ana Wöhl - Nasceu em 13-09-1835 e morreu com 14 dias em 26-09-1835.
Joseph Wöhl - Nasceu em 18-01-1837 e morreu com 3 dias em 21-01-1837.
Joseph Wöhl - Nasceu em 09-06-1838 e morreu com 18 meses em 30-11-1839
Maria Ana Wöhl - Nasceu em 23-05-1840 e morreu com 1 ano em 06-06-1941
Andreas Wöhl - Nasceu em 04-02-1843
Josef Wohl - Nasceu em 24-03-1845 - padrinho de meu avô
GREGOR WÖHL - Nasceu em 09/05/1847 – meu BISAVÔ
Anton Wöhl – Nasceu em 27-06-1849 – morreu com 9 meses em 01/03/1850
Helena Wöhl – Nasceu em 12-06-1851
Franz Wöhl - Nasceu 12-11-1853
Johann Wöhl - Nasceu em 24-06-1855 morreu com 2 meses – 16/08/1855
Anton Wöhl - Nasceu em 23-03-1860
Ida Wöhl – este nome foi mencionado em carta de parente Rosl Bät enviada em 1948 para meu avô Gregório Woehl, mas não foi encontrado o registro de nascimento.

Josef Wöhl, nascido em 1845, era artesão que produzia objetos em vidro (Glasdrücker), artigos de decoração, dando formas a vidros que saem amolecidos de fornos por meio de sopro e manuseio de pinças. Ele foi padrinho de meu avô Gregorio Woehl. Casou com Adelheid Posselt e foi morar na casa dos meus trisavos, Hannersdorf, n.19 (veja nas imagens dos mapas onde ficava esta propriedade). No registro de Joseph o padre usou nosso sobrenome Wöhl na forma Woehl.

Minha prima Maria de Lourdes Reusing lembrou que meu avô Gregório tinha uma foto grande na parede com a família de Andreas e Theresia e que meu tio Antonio Woehl ficou com esta foto. Ela lembrou que o mais velho, ANDREAS (André), chamava atenção porque era bem loiro e tinha os cabelos enrolados, diferente de todos os Woehl (foi o comentário do avô Gregório). Na foto dava para ver a forma do cabelo do meu tio Andreas. Meu tio Joseph e Adelheid Posselt não tiveram filhos. Tio Joseph (iôsefe) morreu aos 98 anos, de acordo com a carta de Rosl Bät.

Nos registros da igreja católica os padres escreviam Woehl de formas variadas: Vel, Wehl, Wehle, Wöhle, Wöhl e até a forma estrangeira (fora da Alemanha) Woehl (ö = oe). Estas variações criaram problema para meu avô Gregório aqui no Brasil. Então, por meio de um processo judicial na Comarca de Mafra (SC), ele fez opção de usar somente a forma Woehl, declarando que passaria a usar a seguinte nome: Gregório Woehl. Ele já tinha usado Wöhl no nome dos filhos e com esta decisão judicial seriam atualizados para Woehl.

Link do mapa em alta definição da vila de Hennersdorf com lote n. 19 de meu trisavô Andreas Wöhl. Local onde nasceu meu bisavô Gregor Wöhl que emigrou com a família para São Bento do Sul em 1876

https://archivnimapy.cuzk.cz/uazk/skici/skici/BOL/BOL144018430/BOL144018430_index.htm


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 TETRAVÓS:  Franz Wöhl e Maria Anna Feix

O meu tetravô, Franz Wöhl nasceu em 1777
no vilarejo de Tschernhausen, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca), que fica a 50 km do vilarejo de Wiesenthal, distrito de Gablonz de onde veio para o Brasil a família de meu avô, Gregório Woehl. e ocupava o lote n. 4 deste vilarejo. 
 Então ele mudou para o distrito de Gablonz, onde se casou com Maria Anna Feix em 14-07-1800, passando a residir no vilarejo de Wiesenthal, ocupando o lote n. 140, do qual ficou proprietário. Este lote n. 140 foi ocupado pela família Woehl por quase 100 anos. Foi o último endereço da família de meu avô, Gregório Woehl, ao emigrarem para o Brasil, em 1876. Profissão do meu tetravô, Franz Wöhl: diarista (Taglöhner), ou seja, trabalhava por dia. Porém, no registro de óbito de Wiesenthal foram usados o termo Mühlscher ou Mülscher para a profissão dele, que significa produtor de feno usado para alimentação de cavalos. Ele morreu em 31/07/1856, aos 80 anos. Ele sofria de epilepsia, consta em seu registro de óbito, e foi encontrado morto em um buraco ou valeta.

Filhos de meus tetravós Franz Wöhl e Maria Anna Feix

Johann Franz Wöhl – Nasceu em 08-07-1801 em Hennersdorf, n. 12
Anton Wöhl – Nasceu em 30-09-1802 em Hennersdorf, n. 12
Joseph Wöhl – Nasceu em 12-09-1804 em Hennersdorf, n. 12
Augustin Wöhl – Nasceu em 05-03-1808 em Hennersdorf, n. 12
ANDREAS WÖHL – meu trisavô - Nasceu em 29-12-1811 em Wiesenthal, n. 140
Josef Wöhl – Nasceu em 01-08-1814 em Wiesenthal, n. 140
Maria Anna Wöhl – Nasceu em 25-08-1817 em Wiesenthal, n. 140
Karolina Wöhl – Nasceu em 01-06-1819 em Wiesenthal, n. 140
 

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PENTAVÓS: Joannes Christophorus Wöhl e Maria Apolonia König

Os Wöhl se misturam com os Köning em 1770.

Meu pentavô Joannes Christophorus Wöhl nasceu no vilarejo de Tschernhausen, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca). Christophorus era lavrador, praticava agricultura de subsistência. Nos registros da igreja católica foi usado o termo “rusticus” para a profissão dele. Rusticus que significa lavrador (pequeno agricultor). Ele era viúvo quando casou com Maria Apolonia Köning em 17-07-1770 no vilarejo de Mildenau, no mesmo distrito de Reichenberg. Maria Apolonia
nasceu em 05-12-1747 e, portanto, tinha 22 anos quando casou. Era filha de agricultores. 

Meu pentavô casou com sua primeira mulher, Anna Rosina Bergmann, em 23-11-1761. Ela morreu em 23-11-1769. Ele casou com Maria Apolonia König 8 meses depois e teve 16 filhos nos dois casamentos.

Filhos dos meus pentavós Joannes Christophorus Wöhl e Maria Apolonia König, por ordem de nascimento.

Joannes Christoph Josephy Wöhl - Nasceu em 28-03-1771
Joannes Chrisphorus Wöhl - Nasceu em 26-03-1772
Ana Maria Johoanna Wöhl – Nasceu em 26-05-1775
FRANZ WÖHL – meu tetravô – Nasceu em 07-01-1777
Joes Christopher Wöhl – Nasceu em 31-03-1778
Joes Antonius Wöhl - Nasceu em 23-03-1780
Joannes Godefridus Wöhl – Nasceu em 17-07-1781
Johan Godefride Wöhl – Nasceu em 21-01-1782
Ana Maria Helena Wöhl - Nasceu 23-04-1784

Filhos do meu pentavô Joannes Christophorus Wöhl com sua primeira mulher Anna Rosina Bergmann. Casaram em 23-11-1761. Anna Rosina morreu em 23-11-1769.

Joes Josephus Cajetanus Wohl – Nasceu em 19-03-1763
Joes Christophorus Antonius Wohl – Nasceu em 20-09-1764
Anna Maria Juliana Wohl – Nasceu em 10-11-1765
Franciscus Vincentius Martians Wohl – Nasceu em 09-11-1766
Maria Eva Theresia Wohl – Nasceu em 22-01-1768
Anna Rosina Ludmila Wohl – Nasceu em 16-02-1769 – Morreu 3 semanas depois em 09-03-1769

Observação: Era tradição na Boêmia, no século 18, usar Johann (João) na frente do nome. Johann é em alemão. Hans é uma variante de Johann. Nos registros de batismo os padres escreviam João em latim, de diferentes formas: Joes, Joannes, Joanis, Johan etc. Quando adultas, as pessoas substituíam todos estes nomes por Johann ou Hans.

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HEXAVÓS (6º. Avós):  Joannes Christophorus Wohl e Anna Catharina Posselt

Meu Hexavô tem exatamente mesmo nome do pentavô, Joannes Christophorus Wöhl e nasceu em 1705. Era agricultor. Minha hexavó  Anna Catharina Posselt nasceu em 1709. Ambos eram do vilarejo de Tschernhausen, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca). Os Wöhl se misturam com Posselt em 1733.

Filhos de  meus hexavos Joannes Christophorus Wohl e Anna Catharina Posselt. Casaram em 02-02-1733. Ele com 28 anos ela com 24 anos

Antonius Wöhl – Nasceu em 30-10-1734
Anna Maria Wöhl – Nasceu em 22-11-1736
JOANNES CHRISTOPHORUS WÖHL – meu pentavô - Nasceu em 09-02-1739
Antonius Wöhl – Nasceu em 29-07-1741
Maria Apolonia Wöhl – Nasceu em 03-08-1743
Catharina Wöhl - Nascida morta em 16-01-1746 (mas foi batizada)

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HEPTAVÔ ou SÉTIMO AVÔ: George Wöhl e Maria Peukert

Meu sétimo avô George Wöhl nasceu por volta de 1677no vilarejo de Tschernhausen, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca). Ele era agricultor. Em alemão o nome dele é Georg Wöhl . Em latim,
Georgius Wöhl. Maria Peukert era do vilarejo de Ringenhain, distrito de Reichenberg, Boêmia. Eles casaram no vilarejo de Ringenhain em 19-10-1700.

Filhos de George Wöhl e Maria Peukert

Johan Georg Wöhl – Nasceu em 25-06-1701
Anna Maria Wöhl – Nasceu em 13-07-1702
JOHANN CHRISTOPH WÖHL – meu hexavô – Nasceu em 07-01-1704
Ana Veronica Wöhl – Nasceu em 12-07-1707
Hans Michael Wöhl -  Nasceu em 30-11-1708
Hans George Wöhl – Nasceu em 02-03-1710
Maria Magdalena Wöhl – Nasceu em 22-07-1711 


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OITAVOS AVÓS: Hans Wöhl e Maria Preibisch

Hans Wöhl e Maria Preibisch casaram em 14-11-1668 no vilarejo de Mildenau, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca). Fica perto do vilarejo de Tschernhausen, Maria é filha de Michel Preibisch, meu 9º. avô, e nasceu em Mildenau. Hans Wöhl nasceu por volta de 1640 em Tschernhausen, vilarejo que fica próximo de Mildenau.

Filhos do casal Hans Wöhl x Maria Preibisch, todos nascidos no vilarejo de Tschernhausen, distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca).

Christoph Wohl - Nasceu em 29-11-1669
Rosina Wohl - Nasceu em 19-07-1671
Maria Wohl - Nasceu em 28-12-1672
Johannes Wohl – Nasceu em 29-12-1674
GEORGE WOHL – meu sétimo avô – Nasceu em 1676

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Na Boêmia, os Woehl se misturaram com Preibisch, Peukert, Posselt, König, Feix, Hübner e Schwedler.

Os woehl viveram durante 300 anos em dois lugares na Boêmia:
Vilarejo Tschernhausen, lote n. 4, no distrito de Reichenberg até o ano de 1800 e vilarejos de Wiesenthal, lote/casa n. 140 e Hennersdorf, n. 12 e n. 19, no distrito de Gablonz. Os distritos de Gablonz e Reichenberg ficam a 50 km de distância. Ou seja, os woehl não se deslocaram muito na Boêmia.

Veja o mapa do vilarejo de Tschernhausen feito na época com a identificação do lote n.4 de propriedade e residência dos Wöhl (Tschernhausen, n. 4) no distrito de Reichenberg, Boêmia (atual República Tcheca). Neste local nasceu meu tetravô Franz Wohl em 1777. Observe outra familia Wöhl residente no lote numero 16 deste vilarejo. Agora nós sabemos o local exato de onde viveram os Woehl nos anos de 1700, antes de irem para as fabricas de cristais em Gablonz (onde surgiram as taças de cristal), que fica a 50 km de Tschernhausen. As imagens seguintes são do mapa do vilarejo de Hennersdorf onde está identificado o lote n. 19 com o nome de meu trisavô Andreas Wöhl. Ali nasceu meu bisavô Gregor Woehl que veio com a família para São Bento do Sul em 1876.

Link do mapa em alta definição da vila de Tschernhausen, onde pode ser visto o lote n.4, onde viveram meus pentavós e nasceu meu tetravô Franz Wohl em 1777.

https://archivnimapy.cuzk.cz/uazk/skici/skici/BOL/BOL513018430/BOL513018430_index.html


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Agradeço às seguintes pessoas pelas importantes informações:

Maria de Lourdes Reusing, 80 anos (nasceu em 07/10/1938), minha prima, neta de Gregório Woehl e Catharina Sauer, filha de Narcisa (Sisa) Woehl Kosteski

Brigitte Brandenburg, de Joinville, por ter encontrado os mapas das vilas da Boêmia e pelas transcrições e traduções dos registros.

Amalia Woehl Paes Grein, 94 anos, neta de Andre Antônio Woehl  e Maria Sauer.

Henrique Fendrich, jornalista, autor do Site São Bento no Passado.



CATHARINA SAUER WOEHL com netos e netas no dia 25/06/1956, aniversário de 81 anos. Ela nasceu em 27/06/1875 e morreu aos 88 anos, em 01/06/1964, faltando 26 dias para completar 89 anos. Local: Avencal – Mafra SC. Bebê no colo: EDSON WEINERT, nascido em 02/05/1956, tinha quase 2 meses. Criança do lado esquerdo, em frente da moça de vestido xadrez: TONICO (ANTONIO) KRUGER. Menino do lado esquerdo com uma blusa com detalhe preto no zíper: AMILCAR WOEHL. Criança do lado direito olhando para o bebê: GELCYR WOEHL. Criança atrás de Gelcyr, que aparece só a metada de cabeça; ORESTES WOEHL; Criança de gorro preto na frente: GILMAR WOEHL. Criança atrás de Gilmar Woehl: ELOI WAGNER. Criança de suspensório atrás da avó: ZEZO BAUER. O menino de costas no lado esquerdo é HELIO WAGNER. Ele estava posicionado para a foto com as outras crianças e de repente saiu correndo. As moças de vestido xadrez são as gêmeas do tio Antonio Woehl. As 3 moças à direita são filhas da tia Herminia Woehl Ferreira, que morreu em 2014 aos 104 anos. São elas: ZAIRA, bem à direita, de vestido com estampas brancas grandes; LUCI atrás de Zaira, a que aparece só a cabeça; DALILA, vestido escuro com estampas brancas. A moça de vestido preto entre elas, bem na frente, não se sabe quem é. O caminhão que aparece é de Germano Woehl. O primeiro veículo dele foi uma camionete para sua atividade de apicultura.

Foto tirada em 25/06/1956-Aniversário da Avó Catharina Sauer dos 81 anos (nasceu em 27/06/1875), que está sentada. Da esquerda para direita os filhos: Antonio Woehl, Hipólito Woehl (colete preto), Elfrida Woehl Heyse; Narcisa (Sisa) Woehl Kosteski; ATRAS: Herminia Woehl Ferreira; Germano Woehl

Á direita é a primeira casa dos meus avós, Gregório Woehl & Catharina Sauer. Localidade do Avencal, em Mafra -SC.



Capa do certificado de batismo de meu avô, Gregório Woehl. Tradução: Que a paz do Senhor esteja convosco.
Certificado de batismo do meu avô Gregor Wöhl (Gregório Woehl), filho do casal Gregor Wöhl & Mathilde Schwedler que vieram do vilarejo de Grünwald, distritro de Gablonz, Boêmia (Atual República Tcheca) Chegaram em São Francisco do Sul em 20/07/1876. Gregório Woehl tinha 7 anos quando chegou ao Brasil.
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Os padrinhos do meu avô que ficaram na Boêmia: Amali Wöhl & Klemmenz Novotnin
Provavelmente Amali Wöhl era irmã de meu bisavô. Ele usou estes nome em uma de suas filhas nascida no Brasil, Amalia Woehl. Local do Batizado: Wiesenthal, atual Lučany nad Nisou (República Tcheca), que fica a 5 km de Grünwald, vilarejo onde residiam no distrito de Gablonz, Boêmia Data do batizado (16/12/1869)

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“Acima de tudo ame as pessoas, assim como você foi amado por elas quando você entrou para a vida.
Com amor o Salvador se entregou
Seja como ele, e aja como ele agiu (ou praticou)”.
Esta lembrança (Diese Erinnerung,
É dada ao querido afilhado
Pela sua fiel madrinha,
AMALI WÖHL
Será designada sua madrinha em 16 de dezembro de 1869. (Wird dein Pategenannt am 16 dezember 1869)
Tradução de Brigitte Brandenburg, de Joinville (SC) e do Jornalista Henrique Fendrich, de São Bento do Sul (SC).

Batizado de  Gregor Wöhl (Gregório Woehl) Tradução: Wiesenthal,16 Dezember 1869 
Gelobet sei Jesus Christus (Louvado seja Jesus Cristo)
KLEMMENZ NOVOTNIN (nome do padrinho)
Wird dein Pate genannt (será designado seu padrinho)
Local do Batizado: Wiesenthal, atual Lučany nad Nisou (República Tcheca), que fica a 5 km de Grünwald, vilarejo onde residiam no distrito de Gablonz, Boêmia
Data do batizado (16/12/1869) - Observação: no Passaporte foi colocado errado o ano de nascimento,1868.
Tradução de Brigitte Brandenburg, de Joinville (SC) e do Jornalista Henrique Fendrich, de São Bento do Sul (SC).
Cartão enviado por Antonio Beckert, açougueiro de São Bento do Sul, para meu avô Gregório Woehl. Meu avô comprava gado na região do Avencal e entregava para Antonio Beckert que tinha uma fábrica de salsichas e linguiças, embutidos em geral. Ele criava um pouco de gado também. Meu avô entregou gado para Antonio Beckert durante 16 anos. Ganhou muito dinheiro com esta atividade. Tornaram-se grandes amigos. Então, meu avô pediu para Antonio Beckert ensinar o ofício para seu filho mais velho, Germano Woehl, meu pai, adolescente na época. Meu avô queria que seu filho Germano tivesse uma profissão e via esta atividade de Antonio Beckert como sendo muito lucrativa. Meu pai, Germano, foi para São Bento aprender a técnica de fabricação de salsichas, mas a contragosto. Ficou várias semanas aprendendo com Antônio Beckert. Aprendeu direitinho, mas não quis trabalhar neste ramo. Contudo, sempre que meu avô matava um boi ou porco, era meu pai que entrava em ação para fabricar os mais variados tipos de salsichas e linguiças. Seguia a risca as receitas, os temperos e demais ingredientes. Tudo era pesado meticulosamente para preparar a massa. Tradução do Cartão: São Bento, 10 de Setembro de 1918 Prezado Amigo Gregório, Trazer gado até no máximo nos dias 24 ou 25 deste mês, se possível Saudações de seu amigo Antônio. Agradeço à Brigitte Brandenburg pela tradução - Vieh zu bringen = trazer gado
Mit Grüss (escrito Gruhs) d. F. Antônio (dein Freund Antonio) = Com Saudações de seu amigo Antônio.

Açougue de Antonio Beckert, de São Bento do Sul, para quem meu avô Gregório Woehl entregava gado que comprava na região do Avencal, Mafra (SC). Antonio Beckert que tinha uma fábrica de salsichas e linguiças, embutidos em geral. Meu avô entregou gado para Antonio Beckert durante 16 anos. Ganhou muito dinheiro com esta atividade. Ele criava um pouco de gado também. A imagem acima mostra o que está escrito atras da foto, datada de 10/09/1918. Este prédio foi o primeiro de São Bento e ainda existe. É o prédio onde funciona o Banco Itau. Quando o Banco Itau aquiriu este prédio e foi fazer a restauração, apareceu o letreiro do Açougue Antonio Beckert. Então, o Patromônio Histório de S.Bento pediu para manter este letreiro, mas o pedido foi ignorado.

Residencia dos meus avós Gregório Woehl & Catharina Sauer no Avencal, Mafra-SC. O touro da raça Gir tinha acabado se ser comprado pelo meu avô. Esse foi o motivo da foto
 

Residencia dos meus avós Gregório Woehl e Catharina Sauer no Avencal, Mafra-SC. As pessoas são: minha tia Sisa (Narcisa) Woehl e sua filha, minha prima, Maria de Lourdes Reusing
Declaração de Germano Woehl sobre sua atividade de APICULTURA, desde 1925

Roberto Woehl e Isabel Sauer Woehl. As crianças são da esquerda para a direita: Rosa que foi casada com José Preisler, Ida que foi casada com Adolfo Anastácio Pereira, Helena casada com Alfredo Ferreira. O menino é Alvino. Pela idade das crianças, esta foto foi tarada por volta de 1920. Agradeço ao Martim Cesar Woehl, neto de Roberto Woehl & Isabel Sauer Woehl, por ter me enviado esta foto com a identificação das pessoas.
Esta frigideira de ferro foi feita de forma artesanal pelo Roberto Woehl, irmão do meu avô, que chegou ao Brasil na barriga de minha bisavó Mathilde Schwedler (ela chegou grávida de 5 meses do Roberto). Ele tinha uma forjaria no Avencal e fabricava artefatos e peças de ferro (era ferreiro). Aprendeu o ofício com um ferreiro do bairro Lençol de São Bento do Sul. Ele fez esta frigideira há 109 para dar de presente de casamento para Leopoldina Sauer, prima de sua esposa Isabel Sauer, irmã de minha avó, Catharina Sauer. Quem herdou esta frigideira foi a família Grein de Mafra, que são parentes dos Grein do Rio Vermelho/Leonel, Itaiópolis, e também meus parentes. Eles ainda usam esta frigideira na cozinha. Agradecemos à Ivanete Grein por ter gentilmente cedido esta foto.
Rótulos das embalagens de mel produzido por Germano Woehl no Avencal, Mafra (SC) a partir de 1925

Carta de Joel Woehl aos 11 anos, escrita em 24/08/1937 e enviada para seu pai Germano Woehl quando estudava no Colégio Santa Antonio, em Blumenau (SC)

Carta de Joel Woehl aos 11 anos, escrita em 07/09/1937 e enviada para seu pai Germano Woehl quando estudava no Colégio Santa Antonio, em Blumenau (SC)
Carta de um apicultor e cliente do Rio de Janeiro para Germano Woehl escrita em 15/01/1938. Ele dá sugestões sobre embalagens para mel e propõe um negócio de vender caixas de abelhas para o Rio de Janeiro e outros estados mediante uma comissão de 10%   -  Pagina 1
Carta de um apicultor e cliente do Rio de Janeiro para Germano Woehl escrita em 15/01/1938. Ele dá sugestões sobre embalagens para mel e propõe um negócio de vender caixas de abelhas para o Rio de Janeiro e outros estados mediante uma comissão de 10%   -  Pagina 2
Carta de um apicultor e cliente do Rio de Janeiro para Germano Woehl escrita em 15/01/1938. Ele dá sugestões sobre embalagens para mel e propõe um negócio de vender caixas de abelhas para o Rio de Janeiro e outros estados mediante uma comissão de 10%   -  Pagina3
Comercio de Antonio Schadeck Sobrinho de São Bento em 21/05/1938 com pedido de compra de mel de Germano Woehl. Antonio Schadeck comercializava também itens das atuais agropecuárias. Repare que tinha telefone em São Bento nesta época (1938). O telefone do Antonio Schadeck era numero 5
Correspondência de 15/05/1937 do comércio de Paulo Kaesemodel em Corupá (SC), que naquela época se chamava Hansa-Humboldt, encomendando mel para Germano Woehl. Ele menciona na carta o primo de Germano Woehl, Wilhelm Heller, filho de Julia Woehl Heller e Rudolf Heller. Julia é a irmãzinha de Gregório Woehl que também nasceu na Boêmia (atual República Tcheca) e chegou ao Brasil com 3 anos de idade.
Correspondência de Frederico Ansbach (sucessor de Alberto Ansbach) de Ponta Grossa (PR) em 12/12/1942 sobre encomenda de mel para Germano Woehl. Ele reclamou do preço.
Correspondência da Sociedade Comercial de Alimentação Lda do Rio de Janeiro (RJ) para Germano Woehl em 19/12/1940. É sobre a oferta de farinha de centeio do moinho de Germano Woehl no Avencal. Ele reclamou que o preço estava alto e estava importando centeio em grão da Argentina. Mas o moinho da qual a empresa é sócia tem interesse em comprar futuramente de Germano Woehl centeio em grão.

Correspondência da Southern Brazil Lumber & Col. Co. de Tres Barras (SC) em 07/08/1938 para Germano Woehl com pedido de compra de mel.

Correspondência de Carlos Hoepcke S.A. de Joinville (SC) para Germano Woehl em 30/09/1938. É sobre a compra de farinha de centeio e mel. Esta correspondência revela que Germano Woehl mantinha as duas atividades, o moinho e a apicultura
Correspondência de H. Douat & Cia. de Joinville (SC) para Germano Woehl em19/11/1938
Correspondência de G. Ritzmann de Mafra (SC) para Germano Woehl em 14/11/1938



Generosidade de meu avô Gregorio Woehl 

Meu avô Gregório Woehl era uma pessoa muito generosa. Enviou um caixote de mantimentos após receber a carta abaixo de uma prima, Rosl Bät.

Rosl Bät, parente que ficou na Europa conta história de horror após termino da Segunda Gerra Mundial e pede ajuda para Gregório Woehl. Ela conta que todas as pessoas de etnia alemã (incluindo a família Wöhl) foram expulsas da Boêmia (atual República Tcheca), antiga Tchecoslováquia.




 TRADUÇÃO DA CARTA (Agradeço à Brigitte Brandenburg pela tradução)

Oybin (Alemanha Oriental), 02/01/1948

Queridos parentes,
Ao iniciar esta carta, quero esclarecer quem eu sou. Eu sou a neta de Andreas Wöhl, pai de Josef e Gregor Wöhl. Minha mãe Ida Günter nasc. Wöhl forneceu-me seu endereço. Ela tinha seu endereço em uma carta escrita em 1923. Por isso, gostaria de receber um retorno, se vocês receberam a minha carta. Os alemães da Tchecoslováquia foram, a grande maioria, expulsos. Meus pais e minha irmã mais nova ainda se encontram lá e trabalham; a outra irmã também é casada e tem 2 filhos na idade de 4 e 9 anos e também foi expulsa e reside no Harz. Eu sou a filha mais velha, casei em 1939 na Alemanha, tenho uma menina de 7 anos e meu marido trabalhava em uma serraria. Sobre a grande indigência que se abateu sobre nós certamente vocês já tomaram conhecimento. Por isso me dirijo a vocês com um grande pedido, de que nos enviem algo. Há tantos alemães que receberam pacotes da America. Por isso, assim, eu resolvi também escrever a vocês. Eu ficaria muito agradecida por qualquer pequena doação. Minha avó, pelo lado de vocês, eu penso, de Josef Wöhl, infelizmente faleceu de ataque cardíaco na Páscoa de 1943, em Harrachsdorf, em Riesengebirge, junto de sua filha Lori. Talvez tenha sido melhor assim, que ela não tenha vivido a miséria. Os endereços são, infelizmente, muito incompletos, quem sabe se a carta chegará, mas quando se está em dificuldades procura-se por tudo. Caso seja possível a vocês me enviarem algo eu ficaria muito agradecida. De Rosl Bär, 10 Kurort Oybin, bei Littau in As. Thomasweg, 32. Zona Russa." (Alemanha Oriental)





Resposta da nossa prima Rosl Bär após receber a caixa com alimentos do meu avô, Gregório Woehl.

Ela agradece  a caixa de donativos que meu avô Gregório Woehl enviou (veja abaixo os itens).  Teve azar de se refugiar na Alemanha Oriental (na parte que ficou com a União Soviética). Coitada, quando ela escreveu esta carta não fazia ideia do que aconteceria na Alemanha Oriental nas mãos da União Soviética. Sua irmã, nossa outra prima, teve mais sorte. Foi para França porque o marido era prisioneiro de guerra lá e foi libertado com a opção de poder ficar vivendo na França. Portanto, temos parentes franceses.

Conta que os Woehl que puderam ficar na Tchecoslováquia, porque tinham profissão (qualificação), estavam em situação bem melhor do que a deles na Alemanha Oriental, mas que estes woehl que ficaram lá já não falavam mais alemão, porque tudo era em Tcheco. Relatou o racionamento de comida e da atividade de garimpar as batatas nas áreas de cultivo que ficam após ser feita a colheita. Mencionou até a gente (netos de Gregório Woehl) que provavelmente não conheciam neve. Ela explica também que a parte da Alemanha onde ficou refugiada é controlada pela União Soviética, ou seja, é antiga Alemanha Oriental.


Tradução de Brigitte Brandenburg

Kurort Oybin (Alemanha Oriental), 24 de Setembro de 1948

Querido primo Gregor!
(Grosscousin= primo em segundo grau)

 Acabamos de receber, através Missão Caritas Holandesa, o seu precioso pacote de donativos contendo dentre outras coisas 10 kg da mais pura farinha de trigo canadense, pelo qual muito, muito lhe agradecemos. Uma libra (cerca de 450 gramas) desta farinha de trigo custa no mercado negro 20 Marcos, e isto é inacessível para nós. Então, agora, nós temos a alegria de uma pequena estrela para celebrar o natal fazendo um cuque,  porque no Natal tudo se renova.

 Nesta noite tivemos a primeira nevasca. Quem ainda não havia colhido seu tabaco ou tomate no tempo certo, teve que proteger a plantação para não perder tudo. Cada um planta seu tabaco e a fumaça que exala às vezes cheira a pano-de-chão queimado. Ele é bem claro, pois não há qualquer tabaco oriental ou estrangeiro  e, além disso, ninguém entende do processo de secagem, mas nada disso é adquirido.

Nós lhe enviamos um postal com uma paisagem do inverno. Seus netos provavelmente não conheçam neve, talvez nem seus filhos a tenham conhecido. Um instalador de máquinas de uma indústria têxtil em Zittau, que esteve antes da guerra no Brasil para fazer uma instalação, também tinha uma foto com uma paisagem do inverno. Ele a mostrou a foto aos brasileiros, que exclamaram: "Oh,  Nossa!  Quanto algodão!

Nós respondemos à sua primeira carta. Espero que a tenha recebido. Neste ano tivemos uma ótima colheita, mas recebemos apenas 50 gramas de pão e 100 gramas de batatas por pessoa, por dia, um pouco de banha, manteiga, carne, açúcar e alimento processado, coisas do antigo racionamento até os dias atuais.

Minha irmã está agora, com seus dois filhos, na França. O marido estava em um campo de prisioneiros francês, sendo que após sua libertação solicitou maior tempo de permanência. Lá tudo está disponível, mas muito caro. Meus pais e uma irmã ainda permanecem lá na Tchecoslováquia como trabalhadores especializados. Eles vivem muito melhor do que nós, mas não devem mais falar alemão. Cinema, jornal, etc, tudo em tcheco.

Berlin está ocupada por quatro nações:  americanos, franceses, russos e ingleses. Então temos dois câmbios com duas administrações. Ali, vocês não podem ter ideia do que é esta confusão. Pois Berlin e no entorno está na nossa zona, ou seja, a russa. As divisas não estão totalmente bloqueadas, mas sim as importações por trem e por rodovias. Assim ocorre que cada transporte para fora ou para dentro destes setores de Berlin são feitos através do ar. Agora, vocês podem imaginar quantos aviões são necessários? Eu acabei de ler, em um jornal de Berlin, que em um dia foram providenciados 972 vôos com este objetivo. Não é pura loucura, quando se pensa, que nós, por outro lado, ficamos tão pobres, que para nós as coisas são divididas apenas a conta gotas; a comida como também todas as outras necessidades. Faz dois anos e meio do final da guerra, e não há qualquer acordo de paz e também não sabemos claramente qual é a nossa situação.

 Agora se inicia o rescaldo da colheita de batatas, ou seja, quando um campo acaba de ser colhido, as pessoas procuram com enxadas os restos de batatas que eventualmente o agricultor deixou de colher. Às vezes há centenas de pessoas, mulheres e crianças, sobre as áreas de cultivo. Meu marido e eu também pretendemos sair por dois dias (com este propósito), pois o inverno é longo. Espero que tenhamos sorte. Você mora em uma vila ou os estabelecimentos são distantes um do outro? Já lemos muitas coisas sobre o Brasil, mas certamente é difícil formar uma ideia da realidade. Eu penso apenas que, devido à guerra, a industrialização deve ter tido um impulso crescente, já que a Alemanha deixou de ocupar espaço no mercado mundial. Eu concluirei agora e desejo a você e sua família tudo de bom. Novamente, muito, muito agradecida por sua doação. Assim, estamos em condições de fazer um cuque  no Natal. Muitas lembranças (saudações), Rosl, Erich e Vesl (?)


 


Veja abaixo os itens de comida que meu avô Gregório Woehl mandou. Tem até cação e gordura de côco, O Brasil já produzia gordura de côco em 1948. Mandou até favos de mel. A inscrição “Wabe enthält” “Contem FAVO DE MEL”. [Wabe=favo de mel; enthält = contém]

É a letra do meu avô os itens relacionados. Compare o W da assinatura dele no titulo de eleitor com o W dos itens. Ele tinha uma letra bonita, significa que aproveitou bem as aulas com crianças da dona do hotel de São Bento, que generosamente deixou ele assistir as aulas com o professor particular contratado para suas crianças

O palavra “açúcar” que ele escreveu com dois S (ss), não estava errado na época. Tinha acabado de mudar a regra para o uso do ç em vez de SS.
O mais surpreendente é que os donativos que meu avô Gregório Woehl chegaram ao destino. Hoje, esta cidade Kurort Oybin (Alemanha Oriental) é um lugar turístico que fica na divisa da Alemanha com a República Tcheca, a 45 km de Gablonz.