sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nossas áreas protegidas escondem as mais belas cachoeiras da Mata Atlântica.

Uma das dezenas de cachoeiras de tirar o fôlego da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que tem mais de 30 metros de altura. Clique sobre a imagem para ampliá-la.

Ainda não fizemos o levantamento das belezas naturais das nossas áreas protegidas nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). Não temos idéia, por exemplo, de quantas cachoeiras existem nos rios e riachos que nascem ou cortam nossas áreas preservadas.

Só sabemos que são muitas cachoeiras. Deve ter dezenas, mas a maioria é de difícil acesso. Somente em um dos rios da RPPN das Araucárias Gigantes, que seguimos o curso recentemente, encontramos seis belíssimas cachoeiras com queda superior a 5 metros.

A Elza não vai esquecer facilmente daquele dia. Foi nesta aventura que ela encostou a mão inteira em uma lagarta verde enorme camuflada em um arbusto. Era daquelas lagartas com “pinheirinhos” repletos de espinhos, que só de olhar já lhe queima.

Ela começou a gritar desesperadamente e chorou bastante de tanta dor, porque realmente é insuportável, mas passa depois de uns 15 minutos. Eu não sabia o que fazer e tentei consolá-la fotografando esta lagarta enorme como se fosse o achado mais importante do mundo. Veja a foto em nosso site, clique aqui.

No dia 22/01/2010, sem a companhia da Elza, consegui acessar uma das cachoeiras da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em um dos afluentes do rio do couro, que é esta da foto acima. Estimamos que tenha entre 35 e 40 metros de altura. Suas águas são puríssimas, já que este afluente tem toda sua bacia hidrográfica recoberta de floresta primária e fica dentro da RPPN.

Já sabíamos da existência desta cachoeira há dois anos, quando descíamos pelo rio e encontramos esta barreira instransponível. Só deu para ouvir o barulho da queda d’água, ver a borda do precipício e perceber que era bem alta. Lembro-me que foi até perigoso chegar perto. Não havia como descer pelas laterais (a queda é abrupta).

Então, somente na semana passada eu consegui chegar até esta cachoeira subindo o rio a partir de sua foz no rio do Couro. Desgraçadamente, no caminho para chegar até o rio do Couro eu também encostei acidentalmente na mesma espécie de lagarta que a Elza encostou. Foi aí que eu percebi que a Elza não exagerou no choro. A dor é realmente muito intensa apesar de eu ter encostado somente a ponta do dedo, enquanto que a Elza encostou a mão toda.

Quando a Elza viu as fotos da cachoeira ficou doida para ir até lá, já que o acesso não é tão difícil. E para se prevenir contra as lagartas, do capim-navalha, da taquara-lambedora (que arranca pedaços da pele quando a gente encosta) e dos espinhos, vamos usar luvas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

As mais belas borboletas do Brasil vivem na RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis, SC

Riqueza da biodiversidade da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC): exemplar macho da espécie Myscelia orsis, uma das mais belas borboletas do Brasil

No dia 18/01/2010, por volta das 9 h, vimos um GATO-DO-MATO-MARACAJÁ, espécie ameaçada de extinção, nas trilhas da RPPN das Araucárias Gigantes.

No encontro, ele parou uns 8 metros na nossa frente e permaneceu olhando para nós durante uns 10 segundos. Em seguida, correu para o meio da floresta. Não deu tempo para fotografá-lo, infelizmente.

As evidências mais notáveis da riqueza da biodiversidade das nossas áreas preservadas em Itaiópolis (SC) - RPPN das Araucárias Gigantes e RPPN das Corredeiras do Rio Itajaí - são as aves e borboletas, por serem mais fáceis de serem observadas.

Nesta semana, tive o prazer de fotografar na RPPN das Araucárias Gigantes uma das borboletas mais bonitas do Brasil (veja imagem acima), que é um exemplar MACHO da espécie Myscelia orsis. Veja outras fotos de borboletas em nosso site clicando aqui.

Jamais alguém vai encontrar nos jardins de uma residência na área urbana espécies de borboletas como esta porque elas são muito sensíveis e dependem de florestas bem preservadas para viverem.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mariposa que imita beija-flor!


Uma das riquezas da biodiversidade da RPPN das Araucárias Gigantes, em Itaiópolis (SC): Mariposa que imita um beija-flor para enganar os passarinhos, seus predadores. Ela bate as asas em alta frequência, como fazem os beija-flores (a imagem foi "congelada" pela alta velocidade do obturador da câmera fotográfica). Click sobre a imagem para ampliar.


Quando visitamos nossas áreas preservadas em Itaiópolis (SC) somos surpreendidos a todo o instante pela riqueza da biodiversidade.

Estávamos fotografando os beija-flores nas bordas da RPPN das Araucárias Gigantes (nossa última aquisição) e apareceu esta criatura da foto: uma mariposa que imita perfeitamente um beija-flor!
É uma estratégia para confundir os predadores, as aves principalmente. Observe que tem até uma cauda para se parecer mais ainda com um beija-flor. As fotos foram tiradas com uma câmera em alta velocidade (para "congelar" o movimento), mas ela vibra as asas com a mesma frequência do beija-flor

Até o presente, 14/01/2010, já foi registrada a ocorrência de 208 espécies de aves nas RPPN Corredeiras do rio Itajaí e RPPN das Araucárias Gigantes, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC).

Veja a lista completa e o link para a maioria das espécies fotografadas na RPPN.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Imagens das araucárias gigantes salvas para as gerações futuras

A proprietária Elza Nishimura Woehl ao lado de uma das 72 araucárias gigantes,
com 4,10 metros de circunferência.
Apresentamos as imagens de uma das 72 araucárias gigantes, que mede 4,10 metro de circunferência e de uma PEROBA com 2,7 metros de circunferência da área de nossa propriedade, em Itaiópolis (SC), que em breve será transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), situação que garante a preservação para sempre.


O terreno tem várias araucárias, mas 72 delas são gigantes, que devem ter mais de 400 anos. Os moradores do entorno nos disseram que têm araucárias de diâmetro maior, mas não deu tempo de visitar toda a área que tem 56 hectares. Mas algumas das araucárias gigantes que acessamos medem entre 3,4 e 4,1 metros de circunferência.

A mata, que é de floresta primária, além destas áraucárias está repleta de árvores gigantescas de outras espécies e de animais silvestres raros (hoje, 27/12/2009, vimos um macuco). Fica no entorno da área da adoção da SPVS/HSBC, onde já criamos uma RPPN.

A proprietária Elza Nishimura Woehl ao lado de uma peroba, com 2,7 metros de circunferência.

A área pertencia à Móveis Cimo (de Curitiba) e foi vendida posteriormente para uma madeireira de Campo Alegre (SC). Nós compramos desta madeireira que manteve a área preservada até hoje, e assim ficará para as gerações futuras, para que elas também tenham o direito de conhecer como é uma Mata de Araucárias intacta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ilha de Páscoa e o vexame de Copenhague - COP15

LEIAM E REPASSEM! É MUITO IMPORTANTE! REMETE-NOS A MAIS PROFUNDA REFLEXÃO SOBRE O VEXAME QUE ACONTECEU EM COPENHAGUE (COP15).

Segue um trecho do livro COLAPSO, de Jared Diamond, sobre o ecocídio de uma das civilizações mais avançadas que existiu, que habitou a ilha de Páscoa, por cerca de 600 anos (900 – 1.600), até se auto-destruir (junto com todo o ecossitema da ilha que eles aniquilaram), principalmente pela megalomania de construir estátuas gigantes (que consumiam muita madeira e comida) e pela explosão populacional.

Neste livro, que vale a pena ler, Jarred Diamond comenta sobre as fortes evidências de que pelo menos os líderes destas civilizações que colapsaram, como o caso da ilha de Páscoa, sabiam o que os esperava pela frente. A pergunta que o autor faz: "Porque eles não conseguiram evitar o colapso?" O grande fracasso da Rio92, Kyoto e, mais recentemente, o vexame de Copenhague (COP15) nos fornece a resposta.

Jared Diamond escreveu:

Frequentemente me pergunto: “ O que os insulares de Páscoa que cortaram a última palmeira disseram enquanto faziam aquilo?” Será que, assim como os modernos madeireiros, terão gritado. “Emprego sim, árvores não!” Ou: “A tecnologia resolverá nossos problemas, não tema, vamos encontrar um substituto para a madeira”? Ou: “Não temos provas de que não há mais palmeiras em algum outro lugar de Páscoa, precisamos de mais pesquisas, a proposta de proibição da atividade madeireira é prematura e movida por sentimentos alarmistas”? Tais questões são levantadas por todas as sociedades que inadvertidamente danificaram seu ambiente (...)

[Observação: a palmeira que o autor se refere, atingia 2 metros de diâmetro e era endêmica da ilha de Páscoa, assim como dezenas de outras árvores gigantes, plantas e animais – 26 espécies de aves endêmicas foram extintas junto com a civilização deles]

(...) Os paralelos entre a ilha de Páscoa e o mundo moderno são ASSUSTADORAMENTE óbvios. Graças à globalização, comércio internacional, aviões a jato e Internet, todos os países da Terra de hoje em dia compartilham recursos e afetam uns aos outros, assim como fizeram os 12 clãs de Páscoa [uma divisão política mais ou menos equivalente aos estados brasileiros, ou países, como Diamond prefere usar aqui]. A ilha de Páscoa polinésia estava tão isolada no oceano Pacífico quanto a Terra está hoje no espaço. Quando os insulares de Páscoa tiveram dificuldades, não havia pra onde fugir, nem a quem pedir ajuda, assim como nós, modernos terráqueos, também não temos a quem recorrer caso precisemos de ajuda. Essas são as razões pelas quais as pessoas vêem o colapso da sociedade da ilha de Páscoa como uma metáfora – a pior hipótese – daquilo que pode estar nos esperando no futuro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Salvamos uma mata com araucárias gigantes em SC

Uma das 72 araucárias gigantes da área recém adquirida por Elza&Germano.
CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIAR

CONCRETIZAMOS hoje, 01/12/2009, a compra de mais uma mata preservadíssima com gigantescas araucárias centenárias, além de outras árvores raras e ameaçadas de extinção como a canela-preta, perobas etc. que poderiam ser derrubadas a qualquer momento.

A área mede 56,2 hectares e fica nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC) e engloba toda a bacia hidrográfica do rio Caçador e fica bem próxima da RPPN Corredeiras do Rio Itajaí

Uma das araucárias da área recém adquirada, que não é a maior.

No total, já possuímos 500 hectares de Mata Atlântica preservada naquela região, que estão sendo transformadas em RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), situação onde nunca mais poderão ser desmatadas. São muitos quilômetros de matas ciliares salvos. Beneficiamos desta forma toda a população de Blumenau, Itajai... que tanto dependem da preservação das cabeceiras do rio Itajaí.

O desmatamento está intenso na região. Se estas áreas não forem compradas, serão desmatadas a qualquer momento. No desmatamento ocorre uma grande perda de biodiversidade, que é para sempre, e também emissão de gases do efeito estufa que agravam o problema do aquecimento global.

O ecossistema "Mata de Araucárias" está em processo acelerado de extinção. Restam pouquíssimas áreas bem preservadas

sábado, 7 de novembro de 2009

Escolas podem salvar a Mata Atlântica

Nós acreditamos que estes jovens podem mudar o destino da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica. Estamos apostando tudo neles.




Estas imagens são de estudantes da 8ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Marechal Rondon, de São José dos Campos (SP), uma das turmas que no dia 06/11/2009 tiveram a oportunidade de aprender sobre a Mata Atlântica nas trilhas de fragmento de mata preservada em Jacareí (SP), que pertencente à Prefeitura.

Os estudantes ficam fascinados quando entram na mata e se interessam muito em aprender como funciona um ecossistema, as relações das plantas e animais. Nada escapa da atenção deles. Geralmente são eles que visualizam os bichos mais fascinantes na trilha, como um inseto camuflado sobre o tronco de uma árvores ou um pequeno vertebrado e fazem perguntas sobre o animal localizado. Então, o monitor está preparado para explicar sobre a função ecológica do bicho, sua relação com as plantas e outras curiosidades.

Os fragmentos de floresta que ainda restam próximos aos centros urbanos, mesmo pequenos, não importa o tamanho, servem com uma verdadeira sala de aula para levar os estudantes. Estas atividades ao ar livre contribuem muito para o aprendizado e estimula os jovens a se interessam em defender as matas que ainda restam, pois descobrem na prática, vêem com os próprios olhos, que estão cheias de vida, abrigam uma fabulosa diversidade de plantas e animais.

Só é possível proporcionar estes benefícios para a sociedade quando conseguimos apoio de empresas como a Johnson & Johnson, que acredita na seriedade do nosso trabalho, feito com critérios científicos e sob orientação de especialistas, e está patrocinando este projeto em São José dos Campos para podermos atender 4 mil estudantes de escolas públicas por ano em trilhas interpretativas de Mata Atlântica.