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terça-feira, 22 de abril de 2014

Cogumelo gigante da Mata Atlântica

 
Elza Nishimura Woehl medindo o cogumelo gigante do gênero Phaeolus encontrado na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), no dia 19/04/2014. Clique sobre a imagem para ampliar

A ameaçada Mata Atlântica esconde uma riqueza de biodiversidade impressionante, capaz de surpreender até aqueles que acham já terem conhecido tudo. Apesar da importância deste valioso patrimônio natural, a destruição continua intensa.

A última novidade para nós foi encontrar na RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), este cogumelo gigante do gênero Phaeolus mostrado nas imagens, que mede 70 cm de diâmetro e se desenvolveu entre taquaras (espécie de bambu da Mata Atlântica).

O local é de transição entre os ecossistemas Matas de Araucárias e Mata Atlântica densa. A exuberante diversidade de cogumelos da Mata Atlântica da região norte de Santa Catarina que já registramos pode ser vista neste link




O cogumelo gigante apresenta várias prateleiras


Elza Nishimura Woehl mostrando o cogumelo gigante que se desenvolveu entre taquaras (espécie de bambu da Mata Atlântica)
Detalhe mostrando a escala com a medida de 70 cm.

Imagem onde é possível ver a estipe ou talo do cogumelo gigante

Identificação:

Nome científico: Phaeolus sp.

Reino: Fungi
Filo: Basidiomycota
Classe: Basidiomycetes
Subclasse: Agaricomycetidae
Ordem: Polyporales
Família: Polyporaceae

 


Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade
Jaraguá do Sul – Santa Catarina
http://www.ra-bugio.org.br/


Conheça o Centro Interpretativo da Mata Atlântica – Jaraguá do Sul
http://www.ra-bugio.org.br/sede-ra-bugio.php

Acompanhe nosso Projeto de Educação Ambiental nas escolas para salvar a MATA ATLÂNTICA

http://www.ra-bugio.org.br/educacaoambiental.php


sexta-feira, 15 de março de 2013

Projeto de Educação Ambiental estimula crianças a conheceram a Mata Atlântica

MARIPOSA ESMERALDA (Ceroctena amynta) Riqueza da biodiversidade da Mata Atlântica na Serra do Mar descoberta pelo olhar atento das criaanças das escolas públicas de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, participantes do projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio. Clique sobre imagem para ampliar
Nesta semana iniciamos o projeto de educação ambiental com as escolas públicas de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, Conhecendo as Riquezas da Mata Atlântica, patrocinado pela empresa WEG.

O projeto tem por objetivo promover o contato, ou seja, a interação dos estudantes com a natureza, mais especificamente, com a Mata Atlântica da Serra do Mar de Jaraguá do Sul, nas trilhas interpretativas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA).

O quanto este tipo de projeto é importante para formação destas crianças pode ser percebido no entusiasmo quando elas percorrem as trilhas com os monitores. Estas crianças ficam fascinadas, exploram e observam com muita curiosidade tudo o que encontram.

Nos três dias de atendimentos, as crianças encontraram mais curiosidades da biodiversidade da Mata Atlântica do que os monitores treinados e muito experientes. Encontram uma jararaca jovem (Bothropoides jararaca)  engolindo uma rã. Nem a camuflagem perfeita com as folhas secas do sapo-boi (Proceratophrys boiei) escapou do olhar atendo dos estudantes.

Um achado muito interessante das crianças foi da turma atendida dia 14/03/2013, da E.M.E.F Professora Gertrudes Steilein Milbratz de Jaraguá do Sul. Encontraram sobre uma folha da helicônia (Heliconia farinosa) o exemplar fêmea de uma mariposa que é considerada por muitos com a mais bela do Planeta, a mariposa esmeralda Ceroctena amynta. A foto deste texto foi tirada por Elza Nishimura Woehl que estava acompahando os estudantes.


Ficha da MARIPOSA ESMERALDA
(O exemplar da foto é fêmea)
Nome Cienfífico: Ceroctena amynta

Ordem: Lepidoptera
Subordem: Glossata
Infraordem: Heteroneura
Superfamília: Noctuoidea
Família: Noctuidae/Erebidae
Subfamília: Calpinae
Nome em inglês: Emeraldine


Foto: Elza Nishimura Woehl
Local: Serra do Mar – Centro Interpertativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul, Santa Catarina
Data: 14/03/2013

domingo, 16 de setembro de 2012

Entrega do Prêmio Luc Hoffmann da IUCN na ilha de Jeju, Coréia do Sul





Germano Woehl Junior recebendo o Prêmio "Luc Hoffmann" do executivo suíço, André Hoffmann, filho de Luc Hoffmann, que estava representando o pai. Foto da IUCN

No dia 11 de setembro de 2012 fomos homenageados com o Prêmio Luc Hoffmann da IUCN, durante a realização do Congresso Mundial para a Conservação da Natureza, realizado na ilha província de Jeju, Coréia do Sul.

O prêmio é o reconhecimento do nosso esforço para salvar a Mata Atlântica, com a criação de RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) em Itaiópolis (SC), que atualmente já protegem uma área de 860 hectares, boa parte preservadíssima, que abriga árvores centenárias e animais ameaçados de extinção e também nosso projeto de educação ambiental que já atendeu em trilhas interpretativas mais de 50 mil estudantes e 2.400 professores.

Eu, Germano Woehl Junior, recebi o prêmio do executivo suíço André Hoffmann, filho de Luc Hoffmann, que estava representando o pai. Confiram as imagens da cerimônia e o discurso que proferi (em inglês).



Speech at the Luc Hoffmann Award Ceremony during the World Conservation Congress, September 11, 2012, on the island of Jeju, South Korea

 
Discurso na cerimônia de entrega do prêmio Luc Hoffmann, 11/09/2012. Foto da IUCN

I am witness to one of the most horrific and tragic events in human history: I belong to the generation of human beings that caused the greatest destruction of tropical forests on record. I was born and lived until now in the Atlantic Rain Forest, one of the richest ecosystems in biodiversity in the world that is undergoing a rapid process of extinction. The most distressing thing was that I did not see this happen by comparing satellite images. I was there, watching it all happen and having the notion that it was wrong. In a few years I saw the forest that leaned in the backyard of my house disappears on the horizon very fast to be replaced by crops and pasture for livestock. I saw rare and shy animals suddenly appear in urban areas and easily killed with sticks and stones. Since I was a child I have known the reason why those animals sought shelter in places where certainly met their demise. With the loss of habitat they were disoriented starving and wandering in a strange world.


Desmatamento da Mata Atlântica uma grande área no entorno das áreas que lutamos para salvar, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). A mata foi derrubada até em cima de uma caverna e nas margens do rio que forma uma cachoeira.

The pressure to destroy the Atlantic Rain Forest is very strong. The last remnants are wiped out. The largest Brazilian cities are in this ecosystem. Seventy percent of the population lives in this ecosystem. Nearly half the area destroyed in the last twenty-five years, about 18,000 km2, occurred in the states of Parana and Santa Catarina, where I was born and raised. Deforestation is stronger in this region because it is one that has the largest area of Atlantic Rain Forest in Brazil.



Pressão total: Destruição da Mata Atlântica no entorno das áreas que lutamos para salvar, nas cabeceiras do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC)

In this scenario of devastation, I decided to do something to stop the destruction. Trying to save something for future generations. The dedication and effort of my wife, Elza Nishimura Woehl, has been crucial in this tough battle. Fourteen years ago we started an environmental education program in schools for students know the biodiversity and ecosystems of the place where they live with, thus stimulating their interest in nature conservation. We provided environmental awareness to more than 50,000 students and over 2400 teachers through Interpretive trails. We fight against deforestation and trafficking of wild animals that resulted in at least 400 infractors being fined and prosecuted for environmental crimes.


 
Projeto de Educação Ambiental com as escolas: Crianças tendo contato com a natureza e aprendendo sobre a biodiversidade da Mata Atlântica nas trilhas interpretativas

We pay a high price for daring to halt the destruction of Rainforest. It is too dangerous to protect the nature in Brazil. We only discovered this later. To give you an idea of what I'm talking about I’m going to tell the story of when I found out that. The first area of Atlantic Rain Forest we purchased, a small plot of land with two hectares, has been used for environmental education activities with schools through Interpretive trails in the forest and around dozens of ponds used by amphibians for breeding. To facilitate access to dozens of school buses, we put sign in a highway indicating the way to the Reserve. This road sign was placed in the only available space, next to another sign indicating a house of prostitution that is located near the Reserve. In Brazil, it is illegal to operate a house of prostitution as well as to destroy the Atlantic Rain Forest. Brazilian society abhors houses of prostitution because in that places are common practices of crimes, such as murders, child prostitution, trafficking, drug use etc. For this reason a French term is used as a cover to designate these places, but this does not work because it quickly turned into a synonym for house of prostitution. Our road sign indicating the way to the Reserve, where we run our environmental education project, was vandalized with bullets and stones just after it was installed, but the road sign next, indicating the way to the house of prostitution remains intact until now. We replaced the vandalized road sign three times before giving up.



 
Mata Atlântica preservada nas nascentes do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC) que foi comprada com recursos próprios e ajuda de doadores e transformada em RPPN

We realize that the situation of the Atlantic Rain Forest is dramatic. It is seriously threatened. We feel that urgent actions are needed because every day the chain saws are coming closer to the last fragment of Atlantic Rain Forest which is full of life forms, housing many endangered species of plants and animals. It can house, for example, as many as 400 species of tree on a single hectare. So we decided to buy the preserved areas threatened using money from our savings. We started in 1994 purchasing a small plot of land with two hectares and after that purchasing bit by bit we have already gotten 860 hectares which has been transformed into Private Natural Heritage Reserve. The good news is that we got help from donors to purchase the latest area. We are very happy because the effort was worth. That area houses a fabulous biodiversity, with many endangered species of birds, mammals and trees. We have no idea how many species lives there because the biodiversity is very high. We just know that is needed to save it. The nature is very fragile. Right now, it needs desperately our help to be protected. We are trying very hard to do our part to ensure at least a bit of the Atlantic Rain Forest. We believe that there's still time to save many species.

The Luc Hoffmann Award is a great encouragement for us to continue our struggle for Nature Conservation.

Thank you,

Germano Woehl Junior


 
Detalhe da mata preservadíssima da área comprada e transformada em RPPN, que protege as nascentes do rio Itajai e uma rica biodiversidade, com espécies de plantas e animais raras e ameaçadas de extinção.


Germano Woehl Junior (segunda pessoa da esquerda para a direita) e demais homenageados e membros da IUCN na Cerimônia do dia 11/09/2012, durante o Congresso Mundial da Conservação da Natureza (World Conservation Congress), na ilha de Jeju, Coréia do Sul.Foto da IUCN

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estudantes de Itaiópolis (SC) nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

 Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

No dia 03 de julho o Instituto Rã-bugio atendeu no Centro Interpretativo da Mata Atlântica uma turma de 60 estudantes e professores muito interessados com conhecer a biodiversidade da Mata Atlântica na Serra do Mar.

São alunos da 7ª e 8ª séries da Escola de Educação Básica (EEB) “Odir Zanelatto”, de Itaiópolis (SC), que fica a 160 km de Jaraguá do Sul. Estavam acompanhados das professoras Graziela Zanelatto Stocco, Juliane Krüger e Maria Inês Bauer.


 Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) observando a riqueza da biodiversidade da Mata Atlântica da Serra do mar nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica.

Eles assistiram uma palestra e tiveram muitas atividades ao ar livre nas trilhas interpretativas da Mata Atlântica, onde puderam ter contato com a natureza e aprender sobre a biodiversidade que ocorre na Serra do Mar. Na trilha, eles puderam observar várias espécies de anfíbios e outros animais.

   Estudantes da EEB "Odir Zanelatto" de Itaiópolis (SC) no refeitório do Centro Interpretativo da Mata Atlântica
 

Relatórios dos Estudantes

Marjara Izabela Hitel - 8a. Série II - Ensino Fundamental - 03/07/2012
Samira Franco de Freitas - 8a. Série I - Ensino Fundamental - 03/07/2012


terça-feira, 26 de junho de 2012

Famoso produtor de TV - CBS News - National Geographic faz matéria do Instituto Rã-bugio

Kosima Weber Liu & John Dennis Liu , Germano & Elza, durante as filmagens às margens do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC). A mata ao lado oposto é a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí.

O famoso produtor norte-americano de TV John Dennis Liu (National Geographic e outros) veio com sua equipe ao Brasil para fazer um documentário sobre o projeto de Educação Ambiental do Instituto Rã-bugio em Santa Catarina

Foram 5 dias de filmagens com dezenas de entrevistas feitas em Jaraguá do Sul (SC), no Centro Interpretativo da Mata Atlântica


Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)

E nas RPPNs que estamos criando em Itaiópolis (SC) para salvar as nascentes do rio Itajai.

John Liu demonstrou ter gostado muito do projeto. Fez uma doação do próprio bolso de 500 dólares e disse que vai nos ajudar a conseguir doadores nos países do primeiro mundo para o projeto. Ele não conhecia a Mata Atlântica e nem o Brasil. Ficou encantado de andar conosco pelo meio da mata e das entrevistas com as crianças participantes do projeto.


Gravações com os estudantes nas trilhas do Centro Interpretativo da Mata Atlântica - Jaraguá do Sul (SC)

John D. Liu trabalhou durante 10 anos na mais importante TV dos Estados Unidos, a CBS News. Já fez trabalhos para a National Geographic e BBC. Foi professor assistente de pesquisa da famosa universidade norte-americana George Mason University


John D. Liu filmando a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí em Itaiópolis (SC)

Saiba mais sobre JOHN DENNIS LIU

O produtor de TV norte-americano John Dennis Liu vive na China há mais de 30 anos. Liu ajudou a abrir a filial da TV norte-americana CBS News, em Pequim, no momento da normalização das relações entre os EUA e a China. Ele trabalhou para a CBS News durante 10 anos, deixando-a em 1990. Ele também trabalhou como foto-jornalista para Radiotelevisione Italiana (RAI TV italiana) e Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF televisão alemã).

Liu tem se concentrado sobre a produção cinematográfica ecológica desde meados da década de 1990, e tem escrito, produzido e dirigido filmes sobre campos naturais, desertos, pantanais, oceanos, rios, florestas, Desenvolvimento Urbano, atmosfera, animais em extinção e redução da pobreza. Seu trabalho o levou a mais de 70 países. Muitos de seus filmes têm aparecido na BBC World e outras redes. Em 2003, o Sr. Liu escreveu, produziu e dirigiu "Diário de Jane Goodall na China" para a National Geographic.

Em 1997, o Sr. Liu fundou a ONG Projeto de Mídia para a Educação Ambiental (EEMP), que usa a televisão para difundir o desenvolvimento sustentável e mensagens de saúde pública na China e em outros países e continua a empreender esse esforço. Liu também foi a força motriz na criação e funcionamento da instituição Referência para o Desenvolvimento Sustentável da China e Centro de Pesquisa (CESDRRC), Rede de informação da China sobre HIV/AIDS (CHAIN) e Projeto de Mídia para Educação Ambiental (Mongólia). Por muitos anos Liu estudou e trabalhou para promover o potencial de restauração ecológica, incluindo apresentando os filmes recentes Hope in a Changing Climate (Esperança nas Mudanças Climáticas) e Rwanda – Forests of Hope (Ruanda: Florestas da Esperança).

De 2003 a 2006, o Sr. Liu foi professor visitante na Faculdade de Ciências Aplicadas e Faculdade de Ambiente Construído [tradução do termo “Built Environment” que significa paisagens produzidas pelo homem, como cidades, condominos, parques] da Universidade de West of England (UWE). Em 2006, Liu foi nomeado Fellow Rothamsted Internacional para a Comunicação de Ciência. Em 2009-2010, o Sr. Liu foi nomeado professor assistente de pesquisa na George Mason University.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Futuros professores fazem curso de Educação Ambiental na Serra do Mar

Estudantes do ensino médio do curso de magistério da EEB Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), aprendendo a observar a riqueza da biodiversidade da Serra do Mar nas trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica, em Jaraguá do Sul (SC).

O evento oficial de inauguração do Centro Interpretativo da Mata Atlântica (CIMA) ainda não aconteceu. Mas a inauguração para valer aconteceu nos dias 4 e 5 de maio, quando foram atendidos um grupo muito especial de 2 professoras e 18 jovens estudantes do último ano do magistério (ensino médio), futuros professores, em um curso de educação ambiental ao ar livre.

Estes jovens estudantes estavam muito motivados e interessados em aprender sobre o ecossistema tropical mais rico em biodiversidade e ameaçado do Mundo, que é a Mata Atlântica densa que ocorre na Serra do Mar. São da Escola de Educação Básica Virgílio Várzea, de Itaiópolis (SC), no Planalto Norte. Enfrentaram uma viagem de 160 km para conhecer a Serra do Mar catarinense que só conheciam através dos livros de geografia. Foi uma experiência fascinante para estes futuros professores.

Eles participaram de várias atividades interativas com a natureza nas trilhas do CIMA, promovidas pela equipe do Instituto Rã-bugio. O cansaço da viagem não tirou o entusiasmo de fazerem uma trilha noturna, onde puderam observar a riqueza da biodiversidade de animais que só entram em atividade neste período da noite. No ambiente de muita tranquilidade das instalações do CIMA, se dividiram em grupos de trabalho e preparam apresentações sobre o que aprenderam.

Estudantes em contato com a natureza da Sera do Mar na trilha do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

Receberam também treinamento para desenvolverem uma atividade muito educativa de ciências e simples de ser realizada quando forem professores. Trata-se da extração de corantes de flores ou das folhas de repolho roxo para serem utilizados como indicadores colorimétrico da acidez ou alcalinidade da água (a cor varia de acordo com o pH, que mede a acidez e alcalinidade). Pode ser usado para detectar poluentes na água. É um experimento de química muito atrativo para crianças e jovens que facilita muito o aprendizado desta disciplina. Clique aqui para saber os detalhes.

Os participantes do curso não tiveram que pagar nada, nem a confortável hospedagem no CIMA, no meio da Mata Atlântica bem preservada da Serra do Mar, um verdadeiro paraíso da floresta tropical. Tudo foi bancado com recursos de doadores (pessoas físicas) e parceiros. A Prefeitura de Itaiópolis, através da Secretaria Municipal de Educação, pagou o fretamento do ônibus.

Momento de descontração dos estudantes no refeitório do Centro Interpretativo da Mata Atlântica

A idealização do CIMA  contou com o forte apoio da sociedade através de doações de pessoas físicas, patrocínio de empresas, fundações, Ministério Público de SC e Prefeitura de Jaraguá do Sul (SC). Clique aqui para ver as imagens e saber mais detalhes.

Neste início das atividades do CIMA já foram atendidos também um grupo de professores da rede municipal de ensino de Joinville e outros já estão agendados.

Centros da natureza para atividades com escolas são comuns nos países desenvolvidos há mais de 150 anos. Nossos objetivos são que estes professores promovam atividades ao ar livre com seus alunos para eles terem mais contato com a natureza e passem a gostar, valorizar e a defender a Mata Atlântica com toda sua riqueza de biodiversidade.

Estudos realizados na Califórnia e na maior parte dos Estados Unidos com os estudantes das escolas que desenvolvem atividades ao ar livre e outras formas de educação utilizando experiências com a natureza apresentaram significativamente melhor desempenho em estudos sociais, ciências, artes, linguagem e matemática.

Relatórios dos Participantes

Andriele Bodnar Szostak - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Daiana Maia de Lima - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012
Matheus Henrique da Silva Höweler - 4a. Série do Magistério - Ensino Médio - 05/05/2012

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vídeos da biodiversidade da Mata Atlântica: UM MILHÃO E MEIO de acessos

Flagrante na natureza: Família de pato selvagem, Ananaí (Amazonetta brasiliensis), em um banhado próximo à área urbana de Itaiópolis (SC). O macho tem bico vermelho e a fêmea, bico preto. Foto: 30/10/2011. Clique na imagem para ampliar

A audiência dos vídeos da exuberante biodiversidade que registramos nas nossas RPPNs e entorno atingiu um número impressionante para o Brasil de UM MILHÃO E MEIO DE ACESSOS (registro do Youtube).

http://www.youtube.com/user/germanowoehl

Uma boa parte já está em alta definição e podem ser baixados.

Clique neste vídeo e assista um flagrante emocionante, que faz qualquer um ficar apaixonado pela natureza. Trata-se de um casal de marrequinhas selvagens, Ananaí (Amazonetta brasiliensis) , com os patinhos muito graciosos (fofinhos, mesmo!). São os mesmos da imagem acima. Foram filmados em um banhado próximo à área urbana de Itaiópolis (SC).

Esta espécie é muito visada por caçadores. As imagens revelaram uma crueldade: já deram uma investida para tentar matar o macho (bico vermelho) e acabar com esta família que aparece no vídeo. Ele está com um olho furado e uma asa machucada (dá para ver nestas fotos). Mesmo ferido ele cumpre com empenho sua função de pai ajuda a mamãe cuidar dos patinhos como se nada tivesse acontecido.

sábado, 16 de julho de 2011

Salvo mais um pedaço da ameaçada Mata Atlântica

Imagem da nova aquisição, que vai salvar para sempre a mata ciliar do rio Itajaí. Figueiras gigantescas repletas de orquideas, bromélias, cipós e outras plantas aéreas mostram a importância de salvar estas áreas para as gerações futuras. Clique sobre a imagem para ampliar

Com grande alegria informamos que no dia 13/07/2011 concretizamos a compra de mais uma área de Mata Atlântica com 54,5 hectares que é confrontante com a RPPN Corredeiras do Rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), possibilitando ampliar a área que ficará protegida para as gerações futuras. Além da riquíssima biodiversidade, neste terreno ficam as mais belas taipas (paredões rochosos) do trecho do rio Itajaí que corta o município de Itaiópolis.

Nestes paredões rochosos vive e se reproduz o GAVIÃO-POMBO-GIGANTE (Leucopternis polionotus) , ameaçado de extinção. Clique no link e veja as imagens desta ave magnífica que fizemos no local. É enorme e emite o som semelhante ao daquelas águias (ou falcões) que aparecem nos filmes norte-americanos.

As fotos destes gigantescos paredões, local de refúgio e nidificação para aves ameaçadas de extinção, foram tiradas da estrada, na margem oposta do rio Itajai, que pertence ao municipio de Santa Terezinha (o rio Itajai faz a divisa com Itaiópolis). Clique sobre a imagem para ampliar

Nestas taipas se reproduz também o URUBU-REI (Sarcoramphus papa), ameaçado de extinção. Moradores sempre avistam um casal frequentado o local. O rio Itajaí neste ponto é chamado de raso do mandi, porque dizem que é o local onde ocorre a desova do mandi (uma espécie de bagre). É muito visado pelos pescadores que praticam a pesca predatória com tarrafas na época de procriação. A partir de agora este local ficará protegido pela vigilância da RPPN e a presença freqüente da Polícia Ambiental.

Com esta área, já conseguimos salvar para as gerações futuras temos 830 hectares, sendo que 215 hectares foram adquiridos com recursos de doadores (veja esta matéria “Brasileiros fazem doações para salvar a Mata Atlântica” e pertencem ao Instituto Rã-bugio. Será protocolada a criação da RPPN como fizemos nas demais áreas nas próximas semanas.


Imagem da área preservada adquirida, às margens do rio Itajaí, em Itaiópolis (SC), que será transformada em RPPN, para garantir sua preservação para as gerações futuras. Clique sobre a imagem para ampliar